Ideias de tatuagem

Tatuagem de pena: significado, desenhos e o tamanho das barbas

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Cálamos, barbas abertas e penas que se desmancham, nos tamanhos em que o detalhe sobrevive. As barbas são o limite: com menos de oito centímetros a pena se fecha e deixa de se ler como pena. E há uma que vale pensar duas vezes antes de tatuar: a do cocar.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 40 desenhos de pena, em números

Estilos representados
ilustrativo (13), linework (6), tradicional (6), pontilhismo (4), aquarela (3), blackwork (3)
Preto e cinza ou colorida
65% em preto e cinza, 35% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
símbolo do infinito, olho, pássaro, mandala

Contado sobre os 40 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de pena

Uma pena significa leveza e soltura, e é um dos motivos de homenagem mais comuns da tatuagem ocidental: uma pena encontrada no chão é lida em toda parte como um sinal de alguém que morreu, e uma pena com um nome ou uma data é quase sempre essa peça. No Brasil a crença é a mesma e tem detalhe: a pena branca que aparece na casa é o avô, a mãe, o filho passando, e a pena tatuada de quem enterrou alguém costuma ser branca, de contorno, com a data no cálamo. A leitura egípcia é mais específica e vale conhecer. Na pesagem do coração, o coração do morto era pesado contra a pena de Maat, deusa da verdade; um coração mais pesado do que a pena era devorado. A pena é, portanto, também a imagem de uma vida leve o bastante para passar, uma ideia bem mais exigente do que parece à primeira vista.

O desenho da pena que vira pássaros, em que as barbas de cima se desfazem num bando, tornou-se a versão mais comum deste motivo. Lê-se como deixar ir, e é de fato eficaz, mas está tão difundida que data uma peça com bastante precisão nos anos 2010, o que vale saber antes de escolhê-la. No Brasil ela veio junto com o infinito e a frase em cursiva, na mesma costela e no mesmo antebraço, e hoje os estúdios a refazem tanto quanto a fazem. A pena de escrever, o cálamo do escritor, é a leitura que sobreviveu melhor: autoria, registro, quem vive de palavras, e a pena com tinteiro é a tatuagem de jornalistas e de quem publicou um livro.

Uma coisa a considerar com honestidade: as penas de águia e a imagem do cocar carregam significado cerimonial específico em muitos povos indígenas, e no Brasil isso não é abstrato. O cocar kayapó, o xavante, o do pataxó, são conquistados e usados por regra, e a tatuagem de cocar no braço de quem não é indígena é o debate que os próprios povos levantaram nos últimos anos, com razão. Uma pena genérica, de pássaro, não carrega nada disso; um cocar ou uma pena explicitamente de águia, sim. Vale ser deliberado sobre qual você está pedindo, e a pena de arara e de tucano, que o país tem de sobra, é a que diz Brasil sem tomar nada de ninguém.

A pena tem ainda uma leitura de festa que só faz sentido aqui. As plumas das fantasias de escola de samba, as penas de avestruz e de faisão das porta-bandeiras e das passistas, fazem da pena um símbolo de Carnaval para quem é de agremiação, e a pena tatuada nas cores da escola é uma peça de arquibancada e de quadra. E há a palavra: em português, pena é também dó e castigo, e “vale a pena” é a frase que mais vezes acompanha uma pena tatuada no país, um trocadilho que o inglês não consegue fazer e que os tatuadores brasileiros já desenharam de todo jeito.

De onde vem o desenho

A pena de Maat aparece nos textos funerários egípcios, inclusive no Livro dos Mortos, em que a pesagem do coração está entre as cenas mais reproduzidas de toda a tradição. Na Europa a pena de ganso foi o instrumento de escrita por bem mais de mil anos, e é por isso que uma pena ainda se lê como autoria e registro. A composição da pena que se desfaz em pássaros não tem linhagem histórica nenhuma: é produto do boom da fine line dos anos 2010 e se espalhou sobretudo pelas redes sociais. No Brasil a pena chegou à pele em massa nessa mesma onda, na costela e no antebraço femininos, e a pena indígena virou tema de conversa nos estúdios depois que artistas indígenas passaram a explicar em público por que um cocar não é enfeite.

Como escolher a sua

  • As barbas são a limitação de tamanho e não perdoam. Uma pena é desenhada como muitos traços finos paralelos com espaços entre eles, e os espaços fecham quando a tinta se espalha: abaixo de uns oito centímetros o painel da pena se funde numa forma cinza sólida e deixa de se ler como pena, que é o que acontece com a maioria das penas de pulso.
  • É uma forma comprida e estreita, e por isso um dos assuntos mais fáceis de posicionar: antebraço, a lateral da costela, a face externa de uma panturrilha, ao longo da clavícula, descendo pela coluna. Pouquíssimos assuntos cabem bem em tantos campos, e a pena de costela feminina é a peça de fine line mais vista das praias brasileiras.
  • Uma pena curva assenta melhor numa região curva do que uma reta. Se ela vai para um antebraço ou uma panturrilha, peça o cálamo desenhado com uma curva em S em vez de reto, e ela vai acompanhar o membro em vez de brigar com ele; a pena reta é para a coluna e para a clavícula.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma pena simples com oito a dez centímetros cabe com folga numa única sessão curta, muitas vezes no valor mínimo do estúdio. Uma pena ilustrativa detalhada, com a estrutura completa das barbas, quer doze centímetros ou mais e meia diária, já que o painel são centenas de traços individuais. Acrescentar o bando de pássaros que se desfaz é trabalho parecido com o de letra, lento e cobrado pelo cuidado.

Onde fica bem e quanto dói

Antebraço, costela, panturrilha externa, clavícula e coluna combinam com a forma, o que faz deste um dos assuntos mais flexíveis de lugar que existem. A costela e a coluna são as opções doloridas e as mais pedidas pelas mulheres; o antebraço é o padrão de pouco arrependimento, e a pena atrás da orelha só funciona como contorno.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Quanto detalhe de barba sobrevive no seu tamanho, e que ele mostre uma foto cicatrizada em vez de uma recém-feita.
  • Um cálamo curvo se ela vai para um membro; ela vai acompanhar o corpo em vez de ficar atravessada.
  • De que ave, se de alguma, porque a pena de águia e a imagem do cocar carregam um significado que uma pena genérica não carrega.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

Por que a pena é tão usada como homenagem?

Leveza e soltura, e muitas vezes lembrança: uma pena encontrada é lida quase em toda parte como um sinal de alguém que morreu, e no Brasil a pena branca na casa é o parente passando. Na tradição egípcia ela representa também uma vida leve o bastante para passar no julgamento, o que faz da pena com data uma peça de luto que também é elogio.

A pena que vira pássaros está batida?

É extremamente comum e data uma peça com bastante precisão nos anos 2010, junto com o infinito e a frase em cursiva na costela. Isso não é motivo para evitar, mas vale saber se você quer algo que não pareça do seu momento. Uma pena com o cálamo trabalhado, ou uma pena de ave específica, envelhece como desenho e não como moda.

Posso tatuar um cocar ou uma pena indígena?

Pode, e vale pensar antes. O cocar e a pena de águia são conquistados e usados por regra em muitos povos indígenas, no Brasil inclusive, e artistas indígenas têm explicado em público por que o cocar no braço de quem não é do povo incomoda. Uma pena genérica, de arara, de tucano ou de pássaro qualquer, não carrega nada disso e diz Brasil do mesmo jeito.

O que significa a tatuagem “vale a pena”?

O trocadilho que só o português permite: pena é a pluma e é também o esforço, o dó, o castigo. A frase “vale a pena” com uma pena desenhada no lugar da palavra, ou ao lado dela, é uma peça de otimismo e de humor que os estúdios brasileiros fazem há uma década, e que costuma ir ao antebraço em cursiva. Funciona melhor com a pena pequena e a letra grande.

Dá para ver a pena na minha costela antes de marcar?

Dá. Peça a alguém para fotografar a sua lateral, ou fotografe o antebraço, e suba a imagem no simulador do InkCraft: a pena se encaixa sobre a curva da sua pele e você vê se o cálamo em S acompanha o membro e se as barbas ainda se separam no tamanho que você tinha em mente. As barbas são desenho do tatuador.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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