Ideias de tatuagem

Tatuagem de flor de cerejeira: significado e desenhos

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Galhos, flores soltas e pétalas caindo, do tradicional oriental à fine line. Um dos poucos galhos que de fato melhoram numa curva, onde o lugar plano é a concessão, e não o ideal. E o Brasil tem a maior comunidade japonesa fora do Japão, com festa das cerejeiras própria.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 30 desenhos de flor de cerejeira, em números

Estilos representados
tradicional (7), ilustrativo (7), linework (5), pontilhismo (3), japanese-asian (3), aquarela (2)
Preto e cinza ou colorida
63% em preto e cinza, 37% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
flor, folha, caveira

Contado sobre os 30 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de flor de cerejeira

A flor de cerejeira significa mortalidade, e significa isso de forma mais direta do que quase qualquer outra flor. A sakura floresce por mais ou menos uma semana e depois cai ainda perfeita, em vez de murchar; a flor representa, portanto, uma vida que é bonita porque é curta, e não apesar disso. Essa é a leitura inteira, e tudo o mais decorre dela. Isso faz dela uma das flores de homenagem mais comuns, mas de um tipo específico de homenagem: ela serve a alguém que morreu jovem ou de repente muito melhor do que a alguém que viveu muito. As pétalas caindo e espalhadas carregam esse significado; um galho em plena flor, sem nenhuma pétala solta, não, e essa diferença é a escolha mais importante do desenho.

Na tradição japonesa a associação vai mais fundo do que o sentimento. Mono no aware, a comoção diante da impermanência, é uma ideia estética central, e o hanami, o costume de se reunir para ver a flor, é um ritual nacional justamente porque a janela é tão breve. No Brasil esse ritual existe e tem endereço: a Festa das Cerejeiras do Parque do Carmo, em São Paulo, organizada pela comunidade nipo-brasileira, a de Campos do Jordão, na serra, e a de Garça e Frei Rogério, no interior, onde as cerejeiras plantadas pelos imigrantes florescem em julho, no inverno daqui, e a cidade inteira vai ver. Quem cresceu na Liberdade ou numa colônia do Paraná tatua a sakura como quem tatua a rua de casa.

A flor também funciona como preenchimento de um jeito que poucos motivos conseguem. No trabalho de estilo oriental, as flores e as barras de vento preenchem o espaço em torno de um assunto principal e carregam a composição, e é por isso que a cerejeira aparece ao lado de tigres, cobras e caveiras em toda a série abaixo, e não só como peça isolada. Um braço oriental sem sakura é um braço sem estação, e o tatuador de tradição japonesa pergunta em que mês a peça se passa antes de escolher entre a cerejeira, a peônia e o crisântemo.

O Brasil tem a sua própria flor de uma semana, e ela conversa com a sakura: o ipê, amarelo, roxo ou branco, que floresce sem folha em pleno inverno seco e forra o chão em poucos dias. Muita gente que quer a leitura da brevidade e não quer a referência japonesa acaba no ipê, e a composição de cerejeira e ipê, a flor do imigrante e a flor da terra, é uma peça de família nipo-brasileira que existe em mais de um braço. A flor de ameixeira, que se desenha quase igual, diz o contrário da sakura: resistência, porque floresce no frio, antes da primavera, e vale nomear qual das duas você quer, porque o tatuador vai perguntar.

De onde vem o desenho

A sakura é central à poesia japonesa desde o período Heian, quando substituiu a ameixeira como a flor entendida pela palavra “flor” sem qualificação. A adoção pelo irezumi veio pela mesma tradição de xilogravura que forneceu o tigre e o dragão, em que a flor e as barras de vento faziam o trabalho de composição em volta de uma figura central. A associação com os samurais, uma vida que deveria terminar no auge em vez de declinar, é a leitura mais citada no Ocidente, embora tenha sido bastante amplificada pelo nacionalismo do século XX e seja menos central à poesia antiga do que costuma parecer. No Brasil a cerejeira chegou com os imigrantes de 1908 em diante, foi plantada nas colônias do interior paulista e do Paraná, e virou tatuagem pelas mãos dos tatuadores nikkeis de São Paulo antes de a fine line a levar para todo pulso e toda clavícula do país.

Como escolher a sua

  • Um galho quer um campo comprido e curvo, e é um dos poucos desenhos que de fato melhoram numa curva: antebraço, clavícula, a linha da costela, descendo por uma panturrilha. É o raro assunto em que um lugar plano é a concessão, e não o ideal, e o galho que acompanha a clavícula até o ombro é a peça feminina mais pedida do motivo.
  • As flores individuais são formas pequenas de cinco pétalas, e formas pequenas com detalhe interno se fundem primeiro. Um galho delas abaixo de uns dez centímetros vira uma fileira de pontos cinza em poucos anos. Se você quer algo pequeno, pegue poucas flores grandes em vez de muitas pequeninas, e a flor solta de três centímetros atrás da orelha só funciona como contorno.
  • As pétalas espalhadas são o elemento que as pessoas deixam de fora e depois gostariam de ter incluído. Custam quase nada em tempo e dinheiro, carregam o significado real do motivo e resolvem o problema de composição de um galho que, sem elas, terminaria abruptamente na borda do desenho; a pétala que cai sozinha, longe do galho, é o detalhe que separa a sakura de uma flor qualquer.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Um galho pequeno com algumas flores é uma peça de dez a doze centímetros e duas horas, muitas vezes perto do valor mínimo do estúdio. O custo cresce com a contagem de flores, e não com a área, já que cada flor é um desenho pequeno separado, e é por isso que um galho comprido e delicado descendo pelo antebraço pode custar mais do que um desenho único maior. O rosa, se entrar, é uma passada a mais e pede retoque em pele que pega sol.

Onde fica bem e quanto dói

É o raro motivo que de fato melhora numa curva: antebraço, clavícula, a linha da costela, descendo por uma panturrilha. Um lugar plano é a concessão aqui, e não o ideal. A clavícula e a costela são as opções doloridas e também as duas que mais combinam com a forma, e o galho que sobe pela lateral da coxa é a versão grande.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Que ele inclua pétalas caindo espalhadas; elas carregam o significado de verdade e custam quase nada para acrescentar.
  • Se é sakura ou ameixeira, porque se parecem e significam coisas opostas.
  • No seu tamanho, se vale usar menos flores grandes em vez de muitas pequenas que vão se fundir.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

Flor de cerejeira ou flor de ameixeira?

Desenham-se de forma parecida e significam coisas diferentes: a sakura é impermanência, a ameixeira é resistência, porque floresce no frio antes da primavera. Vale nomear qual você quer, porque o tatuador vai perguntar, e a diferença no desenho está nas pétalas, entalhadas na cerejeira e redondas na ameixeira. O ipê é a terceira opção, para quem quer a brevidade sem a referência japonesa.

A tatuagem de flor de cerejeira precisa ser rosa?

Não. Cerca de dois terços dos desenhos de cerejeira desta série são em preto e cinza, e a forma e as pétalas caindo carregam o significado sem cor. O rosa é bonito e desbota mais depressa do que o preto na pele que pega sol, e a sakura em preto sobre um braço oriental é a versão tradicional; a rosa clara em aquarela é a da fine line.

O que significam as pétalas caindo?

São o ponto inteiro do motivo: uma vida que termina no auge, e não que se apaga. Um galho em plena flor, sem nenhuma pétala solta, é uma versão consideravelmente mais fraca da mesma imagem, e a pétala sozinha, caindo longe do galho, é o que mais vezes se acrescenta num retoque anos depois, quando a pessoa entende o que faltou.

O que significa a sakura para a comunidade japonesa do Brasil?

Casa. A cerejeira plantada pelos imigrantes nas colônias de São Paulo e do Paraná floresce em julho, no inverno daqui, e as festas das cerejeiras do Parque do Carmo, de Campos do Jordão e das cidades do interior são o hanami brasileiro. Para quem cresceu na Liberdade ou numa colônia, a sakura tatuada é origem antes de ser impermanência, e a composição com o ipê diz as duas terras.

Dá para ver o galho na minha clavícula antes de tatuar?

Dá. Fotografe a clavícula ou o antebraço e suba a imagem no simulador do InkCraft: o galho se encaixa sobre a curva da sua pele e você vê se ele a acompanha, onde as pétalas soltas caem e se as flores ainda se separam no tamanho escolhido. É o motivo em que a prévia na curva diz mais do que no plano.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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