Parte do corpo

Tatuagem no cóccix: ideias delicadas e escritas

39 tatuagens no cóccix fotografadas na pele para InkCraftPor Atualizado em

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O nome popular erra por alguns centímetros: o cóccix fica mais abaixo, escondido no começo do sulco entre os glúteos. A tatuagem no cóccix, como todo mundo diz, mora na lombar baixa, entre a cintura e o sacro, um dos campos mais bem emoldurados do corpo.

Cada par é a mesma tatuagem: o desenho como foi criado e uma foto desse mesmo desenho no cóccix.

Estas 39 tatuagens no cóccix, em números

Estilos representados
linework (6), blackwork (5), ornamental (5), fine line (4), aquarela (4), biomecânico (3)
Preto e cinza ou colorida
62% em preto e cinza, 38% coloridas
Fotografadas em
20 corpos femininos e 19 masculinos

Contado sobre as 39 tatuagens que aparecem nesta página. Cada desenho foi criado para o InkCraft e fotografado nesta parte do corpo; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

Como fica uma tatuagem no cóccix?

Na prática, a peça fica alguns dedos acima do osso que dá nome a ela, no trecho em que a coluna lombar termina a curva e encontra o sacro. Essa curva, a lordose, é o primeiro dado do projeto: vista de perfil, a lombar é côncava, fica mais funda quando você arqueia o corpo e quase desaparece quando você senta largado. Deitado de bruços na maca ela relaxa, e um desenho centralizado nessa posição pode subir ou entortar sem ninguém notar. Por isso o decalque vai com você em pé, o peso dividido nas duas pernas, e passa pelo espelho antes da primeira linha. A mesma curva explica por que uma escrita aqui se apoia numa linha de base arqueada, que segue a cintura, em vez de uma reta que briga com ela.

As covinhas são o ponto de partida de quase todo desenho que dá certo. Elas marcam as espinhas ilíacas posterossuperiores e, junto com a última vértebra lombar em cima e o começo do sulco entre os glúteos embaixo, formam um losango que a obstetrícia chama de losango de Michaelis, mais visível em uns corpos do que em outros. Uma flor de lótus apoiada no vértice de cima, com as pétalas abrindo em direção às covinhas, uma borboleta com uma asa sobre cada uma, uma mandala esticada em oval: tudo o que conversa com esses quatro pontos parece nascer do corpo. Dos lados do losango, os músculos eretores da espinha sobem como dois cordões firmes com um vale no meio, e em quem treina esse vale é fundo o bastante para engolir um traço fino que o atravesse. Nesses casos, o desenho abre no centro ou deixa livre a linha da coluna.

Para as laterais, acima das cristas ilíacas, onde o cós da calça se apoia, a pele muda de comportamento. É a parte mais elástica da região: dobra quando você gira o tronco, acompanha cada quilo ganho ou perdido e é onde as estrias costumam aparecer depois de uma gestação ou de uma mudança rápida de peso. Um desenho largo que avança até ali deixa de ser visto inteiro por trás e começa a contornar o quadril, o que às vezes é intenção e quase sempre é surpresa. O centro, sobre o sacro, é o oposto: pele grossa, perto do osso, que quase não vê sol fora da praia. É um dos lugares do corpo onde a fine line e a escrita delicada se conservam por mais tempo, contanto que a cintura em volta não mude muito.

Dor e cicatrização

É uma das faixas mais tranquilas das costas, com um mapa de dor fácil de ler. Dos dois lados do centro, sobre a musculatura, a pele aguenta sessão longa sem drama. Na linha do meio a coisa aperta: a agulha passa sobre as últimas vértebras e o sacro, e muita gente sente a vibração ecoar pela pelve inteira. O mais intenso fica nas bordas, em cima das cristas ilíacas, e no ponto mais baixo, que dói mais quanto mais perto do cóccix de verdade. Na cicatrização a lombar leva vantagem sobre o resto das costas, porque você alcança com as próprias mãos, mesmo precisando de dois espelhos para enxergar. O problema é o que encosta nela: cós, cinto, encosto de cadeira, banco do carro. Duas semanas de calça larga de cintura baixa, vestido ou bermuda folgada, dormir de bruços ou de lado e nada de sol, piscina ou mar até a pele fechar resolvem quase tudo.

Tatuagem no cóccix feminina

A tatuagem no cóccix feminina é, de longe, a forma mais comum de usar a região, e a anatomia ajuda a entender por quê: a pelve feminina é mais larga, abre o campo entre as duas cristas e aprofunda a curva da cintura, que vira moldura. Três formatos dominam. A peça larga e simétrica, de covinha a covinha, com ramos espelhados, filigrana ou asas; o motivo pequeno e delicado logo acima do sacro, como um lótus, uma lua ou uma borboleta em traço fino; e a palavra em cursiva acompanhando a cintura. Quando ela aparece, quem decide é a roupa. A calça de cintura alta esconde tudo, e o cropped, o vestido de costas abertas e o biquíni mostram. Quem faz marquinha no verão precisa lembrar que a peça fica justamente na área que pega sol de propósito: protetor alto em cima da tatuagem, sempre, ou ela desbota antes de todas as outras. Numa gestação, o centro quase não se altera; as laterais podem esticar.

Tatuagem no cóccix masculina

Em homens, a lombar quase sempre entra como capítulo final de um projeto. É onde as costas fechadas terminam: as ondas e a cauda da carpa do estilo oriental, as raízes de uma árvore que sobe pela coluna, as nuvens que fecham um painel religioso. Quando vem sozinha, uma das escolhas mais vistas é uma palavra ou um sobrenome em letra gótica de um lado a outro da cintura, na altura do cinto. O corpo também pesa na decisão. A pelve masculina é mais estreita, então o campo é menos largo e o desenho tende ao vertical. O pelo, quando cobre a lombar e o sacro, vela os cinzas suaves ao crescer de volta entre as sessões e deixa intactos os contornos, então vale escolher um desenho que se sustente na linha e não no degradê. E, na praia, a sunga deixa a faixa toda à mostra.

Como escolher o desenho

  • Ancore o desenho no losango do centro: o vértice de cima e as duas covinhas são os pontos que fazem uma peça parecer nascida do corpo.
  • Peça o decalque com você em pé e sem arquear as costas; deitado, a curva lombar relaxa e o centro sai do lugar.
  • Na escrita, siga a curva da cintura e não economize altura de letra, porque o miolo do a, do e e do o é o primeiro a fechar.
  • Para uma peça delicada, centralize e dê espaço em volta, mas confira de longe: num campo tão largo, um desenho de dois ou três centímetros pode virar uma pinta.
  • Decida até onde vão as pontas. Passando das cristas ilíacas, o desenho dobra para o quadril e some para quem olha por trás.
  • Se fechar as costas é uma possibilidade, avise agora; uma peça lombar fechada em si mesma é difícil de continuar para cima.

Tamanho, preço e quem vai ver

Que tamanho tem e quanto custa

Um motivo pequeno no centro ou uma palavra em cursiva cabem em uma sessão curta, muitas vezes no valor mínimo do estúdio. Uma peça larga de covinha a covinha, com filigrana ou sombra, leva de duas a quatro horas, e a região é confortável o bastante para resolver tudo de uma vez. O que mais consome tempo sem aparecer no desenho é o decalque: numa composição simétrica ele é colocado, conferido em pé, apagado e recolocado até o centro bater com a sua coluna, e não com o centro do papel. Cobrir um tribal antigo é outra conversa, com mais horas e às vezes algumas sessões de laser antes.

Quem vai ver

Quase toda roupa cobre: uma calça de cintura média ou alta e uma camiseta comum deixam a lombar fora de vista o dia inteiro. Ela aparece aos pedaços, quando você se abaixa para pegar algo, quando senta numa cadeira baixa de blusa curta, quando estica os braços para cima, e inteira com biquíni, sunga ou vestido de costas nuas. No trabalho, é das escolhas mais seguras do corpo. Para você, a tatuagem existe sobretudo nas fotos e no reflexo de dois espelhos; quem a vê de verdade é quem está atrás.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Onde fica o centro do desenho em relação à minha coluna e às covinhas?
  • Vamos posicionar o decalque comigo em pé? E como ele fica quando eu sento ou me inclino?
  • Essa escrita continua legível daqui a dez anos neste tamanho?
  • Se um dia eu quiser subir pelas costas, por onde a peça continuaria?

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

Tatuagem no cóccix tem algum significado?

O lugar, por si, não carrega um significado fixo; quem dá sentido é o desenho. A fama da região veio dos anos 2000 e de piadas que envelheceram mal, e hoje ela é lida como escolha de estilo, igual a qualquer outra. A flor de lótus, uma das mais tatuadas aqui, vem do budismo e do hinduísmo e fala de pureza e renascimento: a flor que sai limpa da lama. A borboleta costuma falar de transformação, e a escrita diz exatamente o que as palavras dizem, por isso vale escolhê-las com calma.

Tatuagem tribal no cóccix ainda se faz?

Faz, mas com outra cara. Muitos estúdios recebem o tribal antigo da lombar para cobrir, e o tribal novo que sai de lá é outro desenho, o neotribal, de formas mais grossas e pensadas para o corpo. Para esconder um tribal antigo, saiba que preto sólido só se cobre com algo maior e mais escuro, ou depois de algumas sessões de laser para clarear. Às vezes a melhor saída é reformar: engrossar, redesenhar as pontas e integrar o tribal a um blackwork novo.

Tatuagem no cóccix atrapalha a peridural ou a raqui?

Em geral, não. Os estudos publicados não encontraram complicações ao atravessar com a agulha uma tatuagem já cicatrizada, embora alguns anestesistas prefiram procurar um ponto de pele sem tinta ou fazer um pequeno corte antes da punção. O que impede de verdade é tatuagem recente, inflamada ou infeccionada. Como a cesárea, comum no Brasil, também costuma ser feita com anestesia aplicada na lombar, vale avisar no pré-natal; e quem quiser encerrar a dúvida pode deixar uma faixa sem tinta sobre a linha da coluna.

Escrita no cóccix: que letra funciona?

Cursiva com traços que não encostam uns nos outros, ou gótica com corpo, sempre com altura suficiente para o miolo das letras não fechar. Palavra curta se centraliza melhor sobre a coluna do que frase longa, que precisa esticar até as laterais. Em português, confira til, cedilha e acentos no decalque, não no rascunho: é a última chance de corrigir antes que vire definitivo.

Dá para ver como fica na minha lombar antes de marcar a sessão?

Dá. Peça para alguém tirar uma foto sua de costas, em pé, com a calça que você usa no dia a dia. Com ela, o simulador do InkCraft posiciona o desenho em 3D sobre a sua pele, direto no navegador e sem cadastro, e mostra rápido se a peça alcança as covinhas, se fica curta ou se invade as laterais. Assim você chega à consulta com um tamanho decidido, e não com uma ideia vaga.

Veja no seu próprio cóccix antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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