Ideias de tatuagem

Tatuagem dragão: significado e oriental

35 desenhos originais de dragão criados para InkCraftPor Atualizado em

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Uma tatuagem de dragão começa por uma escolha: o oriental é um corpo comprido sem asas, o ocidental é uma fera alada e compacta. Ela decide o lugar e a composição antes do desenho. E no Brasil o ocidental tem um lugar de honra, debaixo da lança de São Jorge.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 35 desenhos de dragão, em números

Estilos representados
oriental (8), ilustrativo (5), geométrico (3), tribal (3), ornamental (2), irezumi (2)
Preto e cinza ou colorida
69% em preto e cinza, 31% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
cobra, aztec, fogo, mountain

Contado sobre os 35 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de dragão

O dragão oriental é uma criatura de água, e benevolente. Traz a chuva, governa rios e mares e, no uso chinês e japonês, representa uma autoridade merecida, e não tomada à força, motivo pelo qual foi emblema de imperador e não monstro a ser abatido. Nada nele é hostil por natureza; desenhá-lo rosnando é costume ocidental colado numa forma oriental. A pérola flamejante que ele persegue entre as nuvens é sabedoria, prosperidade ou a própria lua, conforme a tradição, e um dragão sem a pérola perde metade da cena. As garras também falam: cinco eram do imperador na China, quatro eram da nobreza, três é a forma japonesa comum, e quem pede “dragão chinês” costuma querer as cinco sem saber.

O dragão ocidental é o contrário em quase tudo. Ele guarda tesouro, queima aldeias e existe para ser enfrentado. No Brasil esse dragão tem dono: é o que São Jorge mata a cavalo, a imagem que está na parede de tanta casa e de tanto bar, e no braço de quem pede proteção. No Rio de Janeiro o santo é sincretizado com Ogum na umbanda, o 23 de abril é feriado estadual, ele é o padroeiro do Corinthians, e a crença popular põe cavaleiro, cavalo e dragão nas manchas da lua. Jorge Ben gravou “Jorge da Capadócia” em 1975, os Racionais a regravaram em 1997, e a oração que começa com “eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge” corre por muita costela. Nessa tatuagem o dragão é o mal vencido, e quem a usa se põe do lado da lança.

As duas versões dividem uma leitura: o dragão é um poder que não responde a você. Com um leão ou um lobo dá para imaginar uma aliança; o dragão não está do lado de ninguém, e quem o usa costuma gostar exatamente disso. O dragão chinês soma o horóscopo: é o único animal fantástico entre os doze do zodíaco chinês, e quem nasceu num ano do dragão, como 1988, 2000 ou 2012, conferindo a data do Ano Novo Chinês, tem nele o próprio signo, razão de tantos dragões pequenos acompanhados de um ano. Em São Paulo, a dança do dragão do Ano Novo Chinês na Liberdade é a imagem do bicho em movimento: comprido, vermelho e dourado, com gente embaixo.

Nas costas, o dragão tem uma personagem famosa. Lisbeth Salander, a hacker dos livros de Stieg Larsson, que no Brasil saíram como Os Homens que Não Amavam as Mulheres, tem um dragão tatuado, e o filme de 2011 transformou o desenho pequeno do livro numa peça que desce pelas costas, referência de tatuagem feminina grande, escura e nada decorativa. O dragão fino que desce pela coluna, em traço único e sem asas, é a versão delicada da mesma ideia, e a fera alada dos Targaryen, de Game of Thrones, é a de quem quer a mãe dos dragões. Para outra geração o dragão é o Shenlong de Dragon Ball, verde e enrolado no céu escuro, chamado pelas sete esferas, e tatuá-lo é memória de infância antes de ser símbolo.

De onde vem o desenho

O dragão entrou na tatuagem ocidental por duas portas. Primeiro vieram os marinheiros, tatuados por artistas locais nos portos da China e do Japão do século XIX, que voltavam com o dragão oriental no corpo como prova de onde tinham estado. Depois veio a própria tradição japonesa, que só chegou de fato ao Ocidente nos anos 1970, pelas cartas trocadas entre Sailor Jerry e o mestre Horihide e pelo interesse que elas despertaram. O dragão europeu, apesar de tão presente na heráldica, tem pouca história na pele e entrou tarde, pela ilustração de fantasia dos anos 1980, e por isso ainda lembra capa de livro mais do que flash. No Brasil o dragão de São Jorge já estava nos santinhos e nas estampas muito antes de chegar à pele, e o oriental subiu com os estúdios de estilo oriental e com o tribal dos anos 1990, que também aparece na série abaixo.

Como escolher a sua

  • Defina oriental ou ocidental antes de tudo, porque essa decisão resolve o lugar e a escala. O oriental é um corpo serpentino que quer campo comprido e pode envolver o membro; o ocidental é uma silhueta compacta com asas que quer um painel plano e contorno limpo. Pedir “um dragão” sem dizer qual costuma dar num híbrido que não agrada nenhum dos lados, e o de São Jorge, que é ocidental, ainda precisa de espaço para o cavalo.
  • A cabeça é onde vai o dinheiro. Ela carrega o desenho inteiro, com chifres, bigodes, dentes e o olho, e uma peça de muito corpo e cabeça miúda parece barata por melhor que sejam as escamas. Com orçamento curto, uma cabeça sozinha rende muito mais do que um corpo inteiro desenhado fino.
  • Escama é armadilha em tamanho pequeno. Escamas desenhadas uma a uma abaixo de uns quinze centímetros se fundem em cinza em menos de dez anos; um dragão menor pede escama sugerida só na crista e no dorso, com o resto limpo, e é por isso que o dragão fino da coluna funciona: ele é feito quase só de linha.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma cabeça de dragão com doze a quinze centímetros leva de três a quatro horas. Um dragão oriental de meio braço fechado fica entre doze e vinte horas, em várias sessões, cobrado por diária e não por peça, e a diferença não está no detalhe, está na área: um corpo serpentino cobre muita pele, e água ou nuvens ao fundo costumam dobrar a conta. O São Jorge completo, com cavalo, lança e dragão, é obra de costas ou de antebraço inteiro e raramente sai numa sessão só.

Onde fica bem e quanto dói

O oriental quer comprimento e tolera curva: face externa do antebraço, panturrilha, costela, coluna e costas inteiras. O ocidental quer um painel plano onde a silhueta das asas continue legível, como a escápula, o peito ou a face externa da coxa. Um dragão ocidental enrolado no braço perde o contorno, que é a única coisa que o segura. Costela e coluna estão entre os lugares mais doloridos; antebraço e coxa, entre os mais tranquilos.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se desenha dragões orientais e ocidentais com frequência, e que mostre os dois no próprio portfólio, e não em referência.
  • No seu tamanho, como as escamas serão resolvidas, e se escama individual ainda vai se ler daqui a quinze anos.
  • Se o corpo é comprido, onde a cabeça vai ficar com o braço em repouso, porque é desse ângulo que você e todo mundo vão vê-la.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa uma tatuagem de dragão?

Poder que não responde a ninguém, e o resto depende de qual dragão. O oriental é espírito da água, da chuva e da autoridade legítima, e protege. O ocidental existe para ser enfrentado, e no Brasil muita gente o lê ao lado de São Jorge, como o mal vencido. Usar um querendo dizer o outro é o tropeço mais comum neste assunto.

O que significa a tatuagem de dragão chinês?

Sorte, chuva, autoridade e, para quem nasceu num ano do dragão, o próprio signo no horóscopo chinês. As cinco garras eram exclusivas do imperador, quatro indicavam nobreza, e três é a forma japonesa. Ninguém vai cobrar isso de você, mas é uma diferença real, e vale decidir em vez de herdar da referência que o tatuador abrir.

Tatuagem de dragão nas costas: fina na coluna ou grande?

São duas peças diferentes. O dragão fino que desce pela coluna, sem asas e quase só de linha, cabe em uma ou duas sessões e acompanha o eixo do corpo, inclusive o de quem usa decote nas costas. O dragão grande, que ocupa escápulas e lombar como o de Lisbeth Salander no cinema, é projeto de várias sessões e precisa ser desenhado sobre uma foto das suas costas, e não sobre papel.

Tatuagem de dragão precisa ser colorida?

Não, e o preto e cinza combina muito com o oriental, porque a composição se sustenta na linha do corpo, e não no tom; a maioria dos desenhos abaixo é monocromática. A cor ganha lugar nas chamas, na pérola e nas escamas da barriga, onde as paletas tradicionais a colocam. O Shenlong é a exceção: ele só é ele mesmo em verde.

Consigo ver o dragão no meu braço antes de marcar?

Consegue. Fotografe o braço de lado, relaxado, e suba a foto no simulador do InkCraft: o dragão se acomoda sobre a sua pele e você vê onde a cabeça cai quando o braço está em repouso. Para o oriental que dá a volta, repita com a face interna e compare as duas imagens.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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