Ideias de tatuagem

Tatuagem diamante: significado, lapidação e coroa

13 desenhos originais de diamante criados para InkCraftPor Atualizado em

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Diamantina, em Minas Gerais, tem esse nome porque o Brasil foi, no século XVIII, a maior fonte de diamantes do mundo. Na tatuagem diamante, a pele não brilha: quem faz o brilho é o contraste, facetas pretas ao lado de pele limpa e um reflexo azul-claro.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 13 desenhos de diamante, em números

Estilos representados
tradicional (3), linework (3), geométrico (2), blackwork (1), ilustrativo (1), aquarela (1)
Preto e cinza ou colorida
69% em preto e cinza, 31% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
rosa, coração, coroa, anel

Contado sobre os 13 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de diamante

O nome já é o primeiro significado. Diamante vem, pelo latim, do grego adamas, o invencível, e a pedra faz jus a ele: é o material natural mais duro que se conhece, o número dez da escala que o mineralogista Friedrich Mohs montou em 1812. Tatuado por isso, ele diz que ninguém conseguiu riscar quem o usa. A versão honesta inclui um defeito, porque dureza é resistência a arranhão, e não a pancada: um diamante golpeado no sentido da clivagem se parte limpo, e era assim que os lapidadores abriam as pedras brutas. A pressão é a segunda leitura. Ele se forma de carbono a uns cento e cinquenta quilômetros de profundidade e só sobe à superfície por chaminés vulcânicas raras, os kimberlitos, então se tatua por algo atravessado sob aperto. A frase do carvão que virou joia, repetida em tanta legenda, está errada: quase todo diamante nasceu muito mais fundo do que qualquer jazida de carvão, e muito antes de existirem as plantas que dariam origem a ela.

Em português, a pedra tem um ditado próprio, e é dos melhores. Diamante bruto é quem tem valor antes de alguém lapidar, o talento que ainda não ganhou forma, e lapidar virou verbo de educar, de corrigir, de aparar arestas. O cristal bruto desta série, duas pirâmides unidas pela base, é essa expressão desenhada, e combina com quem começou alguma coisa do zero ou com um filho que ainda está se fazendo. O brilho é outra leitura, bem mais barulhenta. O diamante de flash com estrelinhas de quatro pontas nas bordas fala de brilhar e de ser visto, o mesmo instinto da corrente e do relógio cravejados que o funk ostentação e o trap transformaram em linguagem, e é desse universo que vem boa parte das tatuagens de diamante no pescoço, perto de onde ficaria a joia. Nos dois casos a pedra diz valor: num, o que ainda não apareceu; no outro, o que faz questão de aparecer.

O amor é a leitura que a publicidade construiu. O arquiduque Maximiliano da Áustria deu um anel de diamante a Maria de Borgonha no noivado, em 1477, caso muitas vezes citado como o primeiro registrado, mas a pedra só virou o padrão do anel de noivado no século XX, depois que a redatora Frances Gerety escreveu para a De Beers, em 1947, o slogan que em português circula como um diamante é para sempre. O anel simples com uma pedrinha pertence a essa história, e também o coração montado de facetas. Na coroa com diamante, a gema vira atributo de outra coisa, a realeza, e costuma acompanhar um nome ou a ideia de rei e rainha da casa. Já o diamante derretendo vira tudo isso do avesso: toma emprestado o escorrido mole que Salvador Dalí deu aos relógios em 1931 para dizer que até o eterno acabou, fosse um casamento, uma fortuna ou uma certeza.

De onde vem o desenho

Durante quase toda a história, diamante quis dizer Índia, os cascalhos da região de Golconda, de onde se acredita que saíram o Koh-i-Noor e a pedra azul depois lapidada como o Hope. O Brasil tomou esse lugar no século XVIII. Na década de 1720 apareceram diamantes no Serro do Frio, em volta do Arraial do Tejuco, a atual Diamantina, e a Coroa portuguesa fechou a região num distrito vigiado e, mais tarde, num monopólio real; é dessa época a história de Chica da Silva, a mulher escravizada e depois liberta que viveu com o contratador João Fernandes de Oliveira. A Chapada Diamantina, na Bahia, teve a sua corrida nos anos 1840, e a África do Sul passou à frente de todos depois do achado do diamante Eureka, perto do rio Orange, em 1867. O formato que os tatuadores desenham é mais novo que o comércio: o brilhante redondo, com a mesa plana sobre um pavilhão fundo e pontudo, tirou as proporções do livro de Marcel Tolkowsky publicado em 1919.

Como escolher a sua

  • Escolha a lapidação antes do estilo, porque cada uma é um contorno diferente. O brilhante redondo visto de lado é o símbolo que todo mundo reconhece; a lapidação esmeralda, vista de cima, é um retângulo de degraus com os cantos cortados; a gota é uma lágrima; a navete, uma oval de duas pontas; a princesa, um quadrado; e o bruto, duas pirâmides base com base. Os degraus da esmeralda são os primeiros a fechar, e abaixo de uns cinco centímetros viram um bloco cinza.
  • O brilho precisa ser fingido. Uma pedra de verdade cintila porque a luz bate e volta dentro dela; a tinta só consegue pôr faceta escura ao lado de faceta clara, e é esse contraste que faz o efeito. O branco é o primeiro pigmento a sumir, então um reflexo deixado em pele limpa dura bem mais do que um ponto branco tatuado por cima.
  • Uma pedra sozinha denuncia qualquer erro de simetria, e por isso pede campo plano: o esterno, o dorso da mão, a face interna do pulso. No pescoço, a pele estica e torce quando a cabeça vira, então confira o decalque com a cabeça reta e depois virada para os dois lados antes de aprovar.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

O brilhante de contorno e o diamantezinho de preenchimento são trabalho de valor mínimo, com três a cinco centímetros. A gota pontilhada e a pedra em preto e cinza flutuando sem chão pedem de seis a nove centímetros e uma ou duas horas, porque cada faceta recebe o seu tom. A esmeralda quer uns sete centímetros para os degraus; o diamante derretendo ou o que vem com uma rosa chega a doze ou quinze e a umas três horas. Dos treze desenhos abaixo, nove são em preto e quatro levam cor, e o tradicional e o linework aparecem três vezes cada.

Onde fica bem e quanto dói

Uma pedra sozinha é compacta e cabe em quase todo lugar pequeno: face interna do pulso, dorso da mão, atrás da orelha, tornozelo e o centro do esterno, que é o que melhor recebe uma forma espelhada e o que mais dói. Na lateral do pescoço a pele é fina e a sessão incomoda bastante, mas termina rápido numa peça deste tamanho. Mão e dedos são os lugares que mais desbotam. O diamante derretendo é alto e quer o antebraço ou a panturrilha.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se os reflexos vão ser tinta branca ou pele deixada limpa, e como cada opção envelhece.
  • Quantas facetas sobrevivem no seu tamanho, e qual lapidação o decalque está seguindo.
  • Que o decalque de uma pedra sozinha seja conferido no seu corpo, de frente para o espelho, porque a simetria engana no papel.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa uma tatuagem de diamante?

Depende de como a pedra está desenhada. Lapidada e cintilante, ela fala de valor e de brilho; bruta, de potencial que ninguém lapidou ainda; em preto e cinza sóbrio, de dureza, de alguém que não se deixa riscar. Num anel ou ao lado de um nome, vira promessa feita a uma pessoa, e derretendo, o fim de algo que se dizia eterno.

Tatuagem de diamante no pescoço: o que considerar?

Três coisas. A pele da lateral do pescoço é fina e se mexe o tempo todo, então a linha precisa ser firme e o desenho simples, com poucas facetas. É um dos lugares mais à vista do corpo, difícil de esconder com gola numa entrevista ou num uniforme. E o sol bate ali quase todo dia, o que pede protetor depois de cicatrizado, para não se perder o contraste que faz o brilho.

Tatuagem diamante feminina ou masculina: o desenho muda?

A pedra é a mesma; o que muda é o tamanho e o lugar que cada corpo oferece. Um brilhante de traço fino atrás da orelha e um diamante em preto e cinza no dorso da mão ou no antebraço são dois extremos do mesmo tema, e qualquer pessoa pode escolher qualquer um. Em pele com mais pelo, um contorno um pouco mais grosso aparece melhor do que o traço fino.

O que quer dizer a tatuagem de coroa com diamante?

Que o valor está na realeza, e não só na pedra. A gema cravada na frente da coroa reforça a ideia de rei ou rainha, muitas vezes de uma casa, de uma filha ou de uma mãe, e costuma vir com um nome ou uma inicial. Desenhe a pedra grande o bastante para as facetas se lerem, ou ela vira um ponto perdido no meio do aro.

Por que tanto diamante tatuado é azul?

Porque uma pedra incolor some na pele. Azul-claro com reflexos brancos é o atalho do flash para dizer transparente. Diamantes azuis de verdade são raros e devem a cor a traços de boro, como o Hope, exposto no Smithsonian, em Washington, desde 1958.

Como ver o diamante no meu pescoço antes de marcar?

Tire uma foto da lateral do pescoço com a cabeça reta e coloque um dos desenhos abaixo por cima no simulador do InkCraft. Teste dois tamanhos e duas alturas, mais perto da orelha e mais perto do ombro, e veja em qual delas a pedra continua parecendo simétrica.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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