Ideias de tatuagem

Tatuagem de fada: delicada, pequena e Sininho

22 desenhos originais de fada criados para InkCraftPor Atualizado em

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Antes de serem pequenas e bonitas, as fadas davam medo, e quase nunca tinham asas: quem as pôs foram os pintores do século XIX. São as asas que decidem o tamanho, porque as nervuras finas fecham muito antes do rosto.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 22 desenhos de fada, em números

Estilos representados
neotradicional (3), ilustrativo (3), fine line (3), aquarela (2), tradicional (2), geométrico (1)
Preto e cinza ou colorida
59% em preto e cinza, 41% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
mushroom, lua, lantern, peônia

Contado sobre os 22 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de fada

A palavra já conta a história. Fada vem do latim fata, as Parcas, as divindades que fiavam e cortavam o fio da vida, e tem a mesma raiz de fado, o destino, que deu nome ao gênero de música dos portugueses. Na origem, portanto, fada é quem decide o que vai acontecer com você. No folclore da Irlanda e da Escócia, elas eram o Povo Bom ou os Bons Vizinhos, nomes educados para não ofender ninguém, e roubavam crianças, desviavam viajantes e castigavam quem cortasse o espinheiro solitário que tinham como seu. A fada madrinha que Perrault pôs na Cinderela, em 1697, com o vestido e a carruagem, é parente dessa senhora do destino, só que do lado bom, e o português guardou a figura na expressão fada madrinha, que serve para qualquer pessoa que aparece na hora certa e resolve a vida de alguém.

Foi Shakespeare quem as encolheu. Em Sonho de uma Noite de Verão, escrito por volta de 1595, os elfos se escondem em cascas de bolota, e a rainha Mab de Romeu e Julieta não é maior que a pedra de um anel. Os pintores vitorianos acrescentaram asas de inseto e flores para dormir, e a fada virou a imagem da natureza no que ela tem de mais frágil. O folclore brasileiro tem os seus encantados, a Iara, o Curupira, o Saci, mas nenhum deles tem asas de borboleta; a fada que se tatua aqui chegou pelos livros, pelos desenhos animados e, acima de tudo, pela Sininho, a fada de Peter Pan que a Disney desenhou em 1953 e que muita gente pede pelo nome.

Usada hoje, a fada costuma dizer uma de três coisas. O encantamento guardado para além da infância, muitas vezes por quem cresceu ouvindo histórias; uma intimidade com jardim, mato e bichos pequenos, que é o que dizem as fadas de flor; ou a fada mais antiga e selvagem, independente e não de todo segura, para onde puxam as versões escuras de asas de mariposa. A fada com borboleta junta duas leituras de leveza, e as composições de fadas e borboletas costumam falar de uma infância ou de uma filha. A fada do dente, a mais nova da família, aparece num jornal de Chicago em 1908 e chegou ao Brasil substituindo, em muita casa, o velho costume de jogar o dente de leite no telhado.

As asas não são enfeite. Asas de borboleta fazem dela uma criatura do dia e da cor, asas de mariposa uma criatura da noite, e as asas compridas e transparentes de libélula a deixam rápida e um pouco estranha, então escolha o inseto pelo que você quer que ela seja antes de escolher o estilo. Os vinte e dois desenhos abaixo se dividem entre o neotradicional, o ilustrativo e o traço fino, com três cada, e passam pela aquarela, pelo celta, pelo new school e pelo pontilhismo; treze ficam no preto e nove levam cor.

De onde vem o desenho

Asas são raras no próprio folclore, em que as fadas voavam por magia ou montadas num talo de erva; quem as acrescentou foram os pintores, e no período vitoriano a figura pequena e alada já era o padrão. Richard Dadd pintou a sua cena de fadas mais famosa entre 1855 e 1864, internado no hospital de Bethlem, e W. B. Yeats reuniu os contos irlandeses num livro de 1888. Em 1917, duas primas de Cottingley, no norte da Inglaterra, fotografaram fadas recortadas em papel; Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, publicou as fotos como verdadeiras em 1920, e as primas só admitiram a montagem em 1983. Em 1923, Cicely Mary Barker deu a cada planta a sua fada no primeiro livro das Flower Fairies, a tradição de onde vêm as fadas que dormem em tulipas e saem de dentro das flores.

Como escolher a sua

  • Escolha as asas pelo tamanho. Asas de libélula são uma rede de nervuras finas que fecha com a tinta se espalhando, então, abaixo de uns oito centímetros, elas devem ficar abertas, só com o contorno. Asas de borboleta aguentam pequenas se forem divididas em poucos painéis firmes, e não em escamas miúdas. Para uma fada pequena de traço fino, prefira o primeiro caminho.
  • Decida se ela precisa de rosto. Abaixo de uns seis centímetros, as feições têm poucos milímetros e são as primeiras a borrar, por isso as fadas pequenas e delicadas funcionam melhor de costas, em silhueta chapada, sentadas numa lua crescente ou desenhadas numa linha só.
  • Nas costas, aproveite a largura. As asas abertas deixam a fada mais larga do que alta, e as escápulas recebem esse formato como nenhum outro lugar; uma fada no meio das costas, com uma asa sobre cada escápula, acompanha o corpo quando você mexe os ombros.
  • Saiba de onde vem a fada celta. O entrelaçado vem dos manuscritos irlandeses, como o Livro de Kells, feito por volta do ano 800, e não tem relação com o folclore das fadas, então a combinação é moderna. Nada contra, desde que você não a escolha achando que é tradição antiga.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma fada de linha única ou em silhueta, de cinco a sete centímetros, é sessão curta e costuma caber no valor mínimo do estúdio. Uma fada de flor com pétalas sombreadas leva de duas a três horas com dez a doze centímetros, e as cenas completas, como a fada dançando num círculo de cogumelos ou montada numa libélula, chegam a meio dia com quinze centímetros ou mais. A aquarela nas asas acrescenta tempo de cor.

Onde fica bem e quanto dói

De asas abertas, a fada é mais larga do que alta e combina com a escápula e o alto das costas. Com as asas fechadas ou erguidas, vira peça vertical para antebraço, panturrilha ou lateral da costela. Pequena, cabe atrás da orelha, no pulso ou no tornozelo, desde que sem rosto detalhado. No braço, a face interna recebe bem a fada delicada, e a externa e o ombro, a versão colorida. Costela e coluna doem mais; escápula e panturrilha são moderadas.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se as nervuras das asas continuam abertas no seu tamanho ou se é melhor simplificá-las.
  • Quantos milímetros o rosto vai ter, e se uma fada de costas não seguraria melhor.
  • Na aquarela das asas, quanto traço vai ficar por baixo para a cor não se perder.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa a tatuagem de fada?

Encantamento que sobreviveu à infância, intimidade com a natureza e com as coisas pequenas, ou a independência da fada antiga, que não pedia licença a ninguém. A fada do dente quase sempre fala de um filho, e a fada madrinha, de alguém que ajudou na hora certa. As asas e a pose dizem qual dessas leituras é a sua.

Posso tatuar a Sininho?

Pode, mas saiba de onde ela vem. A personagem é de Peter Pan, peça de J. M. Barrie encenada pela primeira vez em 1904, e a aparência que todo mundo reconhece é a do filme da Disney, de 1953; alguns tatuadores preferem não copiar personagem de estúdio. Uma fada de cabelo preso, vestido de folhas e asas de libélula lembra a Sininho sem precisar ser cópia.

Tatuagem de fada pequena e delicada: o que funciona?

Poucas formas e pele aberta entre elas. Uma fada de costas, em silhueta ou em linha única, com as asas só contornadas, atravessa os anos; uma fada de cinco centímetros com rosto, cabelo e nervuras detalhadas fecha em pouco tempo. Pulso, nuca, atrás da orelha e tornozelo são os lugares de sempre para essa versão.

Fada com borboleta: como compor?

Dê uma escala clara a cada uma. Uma fada maior com duas ou três borboletas pequenas em volta se lê como cena; fada e borboleta do mesmo tamanho competem e confundem. Outra saída é dar à fada asas de borboleta com um padrão que se repete nas borboletas que voam por perto, e amarrar a composição pela cor.

É infantil fazer uma tatuagem de fada?

Só se ela for desenhada assim. A fada do folclore está mais perto de um aviso do que de uma figura de quarto de criança, e as versões escuras, de asas de mariposa ou em blackwork, são peças adultas. Para ver qual estilo combina com o seu corpo, coloque um dos desenhos abaixo numa foto sua no simulador do InkCraft e compare.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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