Ideias de tatuagem

Tatuagem elefante: indiano, filhote e delicada

21 desenhos originais de elefante criados para InkCraftPor Atualizado em

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Memória longa, uma família guiada pela fêmea mais velha e, na Índia, o deus que remove obstáculos: o elefante tatuado reúne tudo isso numa silhueta que qualquer criança reconhece. A tromba para cima ou para baixo é o detalhe que decide a frase.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 21 desenhos de elefante, em números

Estilos representados
ilustrativo (8), geométrico (4), neotradicional (2), new school (1), aquarela (1), sketch (1)
Preto e cinza ou colorida
62% em preto e cinza, 38% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
flor, folha, mandala, ramo de folhas

Contado sobre os 21 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de elefante

O português já tem a expressão pronta, memória de elefante, e ela é mais justa do que parece. Numa manada, quem guia é a matriarca, que guarda por décadas o caminho até a água nos anos de seca, e o grupo inteiro depende do que ela lembra; elefantes também reconhecem outros indivíduos depois de muitos anos separados. Por isso o elefante tatuado raramente fala de força bruta, mesmo sendo o maior animal de terra. Fala de levar o passado consigo de propósito, de lembrar de alguém e de uma família que se organiza em volta de quem conhece o caminho. O luto entra aqui com uma precisão que pouca gente espera: elefantes se detêm diante dos ossos de outros elefantes, tocam e cheiram crânios e presas, e pesquisadores em Amboseli, no Quênia, mostraram que eles dão mais atenção a esses restos do que aos de qualquer outro bicho.

O elefante com filhote é a forma mais direta dessa leitura. Mãe e cria andando juntas, a tromba de uma segurando a cauda da outra, viraram tatuagem de homenagem à mãe, de mãe para filho e de quem acabou de ter um bebê, e o número de filhotes costuma ser o número de filhos. Na natureza, a cria é protegida por todas as fêmeas do grupo, e não só pela mãe, e há quem use isso para incluir tias, avós e madrinhas no desenho, com um adulto para cada uma. É um dos poucos temas de família em que a diferença de tamanho entre as figuras já diz quem é quem, sem nome escrito.

O elefante indiano é outro assunto, e religioso. Na Índia ele é Ganesha, o filho de Shiva e Parvati com cabeça de elefante, que remove obstáculos, protege os começos e as letras e é invocado antes de uma viagem, de um negócio ou de uma prova. Ele se reconhece pelos atributos: a presa quebrada, que segundo uma lenda ele usou como pena para escrever o Mahabharata, o doce na mão, a barriga redonda e o rato que lhe serve de montaria. Há também Airavata, o elefante branco do deus Indra, e o elefante enfeitado das festas de templo do sul da Índia, coberto de ouro na testa, que é a origem distante do elefante de mandala tão comum nos estúdios. Ganesha é uma divindade viva para centenas de milhões de pessoas, e muitos hindus consideram desrespeitoso tatuá-lo abaixo da cintura, então vale escolher o lugar com isso em mente.

No Brasil o bicho também mora na estante. O elefante de enfeite posto de costas para a porta de casa, com a tromba erguida, para chamar sorte e dinheiro, é uma superstição conhecida em muita família, e é dela que vem a leitura popular da tromba: erguida é fortuna e celebração, baixa é calma, descanso ou luto. A outra expressão nacional pede cuidado, porque elefante branco, em português, é obra cara e inútil, e um elefante todo branco, sem contexto, pode render piada. No budismo, ao contrário, o elefante branco é sagrado: a rainha Maya sonhou com um elefante branco de seis presas entrando no seu ventre antes de dar à luz o Buda, e a imagem do elefante escuro que vai clareando conforme é domado ilustra, nos mosteiros tibetanos, a mente que se aquieta.

De onde vem o desenho

O elefante chegou à tatuagem ocidental por dois caminhos que desenham bichos bem diferentes. O primeiro foi o circo do fim do século XIX, quando tatuados se exibiam no mesmo picadeiro que os elefantes e o animal entrou no flash como espetáculo, de tromba erguida, em cima de uma bola, de chapéu e manta; Jumbo, o elefante africano que o empresário Barnum comprou do zoológico de Londres em 1882, foi a celebridade dessa época e fez do próprio nome, em inglês, sinônimo de enorme. O segundo caminho, mais duradouro, foi a arte devocional da Índia e da Tailândia, que pintava o elefante sagrado coberto de adornos, e o antigo estandarte do Sião era um elefante branco sobre fundo vermelho. O elefante de frente com mandala no rosto, hoje tão comum, é uma invenção dos anos 2010 montada sobre esse vocabulário, e no Brasil ele ganhou força depois que a novela Caminho das Índias, de 2009, pôs Ganesha e os elefantes enfeitados na sala de muita gente.

Como escolher a sua

  • Dê um limite ao enfeite. Uma mandala que cobre testa e orelhas e continua sem parar transforma o elefante em papel de parede; terminar o padrão de forma limpa na borda da orelha, ou numa manta sobre a testa, mantém um animal dentro do desenho.
  • Escolha a espécie. O elefante asiático tem orelhas pequenas e arredondadas, cabeça com dois domos e costas arqueadas; o africano tem orelhas enormes, de contorno que lembra o mapa da África, testa lisa e costas que afundam no meio. Um elefante indiano de orelhas africanas é o erro mais comum desta categoria, e quem conhece os bichos percebe de longe.
  • Decida a tromba e diga isso ao tatuador. Erguida, ela fala de sorte e de festa; baixa, de calma ou de luto; enrolada na cauda de um filhote, de família. Se ninguém pedir nada, ela sai erguida, por costume.
  • Considere uma parte em vez do bicho inteiro. Uma tromba enrolada em espiral, uma orelha recortada, um crânio com as duas presas ou só as pegadas redondas de um adulto e de um filhote são composições completas, e bem menos vistas do que mais uma cabeça de frente.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma silhueta pequena, de quatro a seis centímetros, em traço único ou minimalista, cabe no valor mínimo e numa sessão curta. Uma cabeça com mandala, de quinze a vinte centímetros, leva de quatro a seis horas, porque o ornamento é linha fina repetida, sem atalho. Um elefante realista, com a pele enrugada sombreada no corpo inteiro, é a versão mais cara, e a mãe com filhote custa mais do que um adulto sozinho por serem duas figuras. Dos vinte e um desenhos abaixo, treze são em preto e oito em cor; o ilustrativo lidera com oito, e há quatro geométricos e dois neotradicionais.

Onde fica bem e quanto dói

Cabeças com ornamento querem um painel largo e plano: a lateral da coxa, a escápula, o peito, a parte de fora do braço. Silhuetas e a mãe com o filhote andando funcionam no antebraço, na panturrilha e no tornozelo, onde a fila de elefantes pode seguir o comprimento do membro. Desenhos simétricos de frente precisam de superfície que não faça curva, senão a mandala parece torta de todos os ângulos menos um. Antebraço e coxa doem pouco; tornozelo, peito e costela, mais.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Onde o ornamento termina, com esse limite marcado no decalque antes de ir para a pele.
  • Se a espessura da linha da mandala aguenta o seu tamanho, e se não seria melhor engrossá-la desde já.
  • Se você quer Ganesha, e não um elefante, como ele desenha os atributos e em que lugar do corpo isso fica respeitoso.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa a tatuagem de elefante?

Memória e família, antes de força. A manada é guiada pela fêmea mais velha, que lembra os caminhos da água, e elefantes reconhecem os seus depois de anos e voltam aos ossos dos que morreram. Na leitura indiana, soma-se Ganesha e a ideia de abrir caminho; na budista, o elefante branco da mente calma.

Elefante indiano na tatuagem é sempre Ganesha?

Não. Um elefante asiático enfeitado, com manta e adornos na testa, é o animal das festas de templo, e não o deus; Ganesha tem corpo humano, cabeça de elefante, várias mãos com atributos e o rato por perto. A diferença importa, porque uma imagem de divindade pede cuidado com o lugar no corpo, e muitos hindus veem com maus olhos uma tatuagem dele nos pés ou abaixo da cintura.

Tromba para cima ou para baixo: o que muda?

A frase inteira. Erguida, a tromba é sorte, prosperidade e celebração, a mesma lógica do enfeite de costas para a porta; baixa, ela é calma, descanso e, às vezes, luto. Na iconografia de Ganesha conta ainda o lado para onde a ponta se curva, e a imagem com a tromba virada para a direita é considerada a mais exigente de culto.

Tatuagem de elefante com filhote: o que representa?

Quase sempre mãe e filho, ou a família inteira contada em elefantes, com um filhote para cada criança. Peça diferença clara de tamanho entre as figuras e uma ligação entre elas, a tromba segurando a cauda ou as duas trombas entrelaçadas, porque é esse contato que transforma dois animais lado a lado num laço.

Tatuagem de elefante delicada ou minimalista: qual tamanho?

Uma silhueta em traço único se sustenta com quatro centímetros, e a mãe com o filhote, com seis ou sete. O que não encolhe bem é o enfeite: a mandala no rosto precisa de quinze centímetros ou mais, então, na versão delicada, deixe o ornamento de fora e confie no contorno, nas orelhas e na tromba.

Como ver o elefante no meu tornozelo antes de marcar?

Fotografe o tornozelo de lado e coloque um dos desenhos abaixo por cima no simulador do InkCraft. Teste a fila de mãe e filhote na horizontal, acompanhando o osso, e depois na diagonal subindo pela canela, e veja qual das duas conversa melhor com o seu pé.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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