Ideias de tatuagem

Tatuagem tartaruga: marinha, maori e delicada

23 desenhos originais de tartaruga criados para InkCraftPor Atualizado em

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Cinco das sete espécies de tartaruga marinha do planeta desovam no Brasil, das praias da Bahia às ilhas oceânicas, e a tatuagem de tartaruga daqui costuma ser uma delas, de nadadeiras abertas. O casco ajuda o tatuador: os escudos já formam uma grade pronta.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 23 desenhos de tartaruga, em números

Estilos representados
ilustrativo (7), pontilhismo (5), aquarela (2), geométrico (2), blackwork (2), tradicional (1)
Preto e cinza ou colorida
87% em preto e cinza, 13% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
folha, árvore, esqueleto, mandala

Contado sobre os 23 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de tartaruga

A tartaruga quer dizer vida longa, e no caso dela a leitura é quase literal. Algumas espécies passam dos cem anos, e a fêmea de tartaruga marinha volta, décadas depois de nascer, para desovar na mesma faixa de praia de onde saiu como filhote. Resistência e regresso no mesmo animal: é por isso que ela serve tanto para a paciência quanto para o pertencimento, e combina com quem mudou de cidade ou de país e quer levar consigo a ideia de que o caminho de volta existe.

No Brasil, a tartaruga marinha tem uma cena que muita gente viu de perto ou na televisão: os filhotes saindo do ninho à noite e correndo para a água, nas praias acompanhadas pelo Projeto Tamar desde os anos oitenta, da Praia do Forte a Fernando de Noronha. Para quem cresceu no litoral, ou passou férias nele, uma tartaruguinha a caminho do mar é infância, e para quem trabalha com conservação ou mergulho é quase um crachá. Cada espécie tem cara própria. A tartaruga-de-pente tem bico curvo e escudos sobrepostos como telhas, e ganhou o nome porque o casco dela virava pente e armação de óculos; a tartaruga-de-couro, a maior de todas, nem escudos tem, só uma pele escura com sete quilhas correndo pelas costas; a tartaruga-verde, que pasta algas e capim marinho, é a de casco oval e liso que a maioria imagina.

A tartaruga maori, como os estúdios brasileiros a chamam, quase sempre é polinésia. Na Polinésia, a honu, como dizem os havaianos, está entre os motivos mais importantes que existem, ligada à navegação, à travessia segura do mar aberto e à linhagem da família, e não funciona como amuleto genérico de sorte. Os padrões geométricos que preenchem o casco nessa tradição são vocabulário, com leitura para cada faixa, e um casco recheado de formas escolhidas só pela aparência é exatamente o que os tatuadores da tradição criticam. Das vinte e três tartarugas abaixo, só uma é polinésia; a maioria é ilustrativa ou pontilhada.

O jabuti é outra história, e brasileira. Nos contos indígenas que Couto de Magalhães recolheu no século XIX, ele é o bicho lento que vence pela esperteza: ganha a corrida do veado, engana a onça, sai inteiro de onde ninguém sairia. Com as patas grossas, o casco alto e o passo de quem não tem pressa, ele se lê como calma e idade, enquanto a marinha se lê como movimento. Há ainda a tartaruga que carrega o mundo, das tradições hindus e de vários povos da América do Norte, origem da composição com uma ilha ou uma árvore crescendo sobre o casco. E há as Tartarugas Ninja, que para uma geração inteira querem dizer irmandade: quatro bandanas, azul, vermelha, laranja e roxa, divididas entre quatro irmãos ou quatro amigos, formam uma das tatuagens de grupo mais simpáticas que existem.

De onde vem o desenho

A tartaruga está entre os motivos tatuados há mais tempo sem interrupção. A honu já estava na pele polinésia muito antes de qualquer navio europeu, resistiu às proibições dos missionários no Havaí e em outros arquipélagos e voltou com força no renascimento da tatuagem do Pacífico, no século XX. O Ocidente a conheceu bem mais tarde e de segunda mão, pelo surfe dos anos sessenta e setenta e pela febre tribal dos anos noventa, que levou a geometria dos cascos sem levar o vocabulário. No Brasil, o bicho já tinha outro lugar antes de chegar aos estúdios: o jabuti batiza desde 1959 o principal prêmio literário do país, e a tartaruga marinha virou causa nacional com a proteção das praias de desova.

Como escolher a sua

  • Decida se o casco é padrão ou superfície. Desenhado com rigor, escudo por escudo e com os anéis de crescimento, ele vira o assunto da peça; sombreado como uma cúpula lisa, vira fundo para a cabeça e as nadadeiras. Os dois caminhos funcionam e dão tatuagens muito diferentes, então diga qual você quer antes do primeiro esboço.
  • Marinha ou jabuti, e não as duas misturadas. A marinha tem nadadeiras e casco achatado e se lê como movimento; o jabuti tem patas em coluna e casco alto e se lê como quietude. É comum pedir uma descrevendo a outra, e a peça sai com nadadeira em casco de jabuti, o que qualquer pessoa do litoral percebe.
  • A vista de frente, nadando na direção de quem olha com as nadadeiras abertas, é a composição mais forte que o motivo tem e a menos usada: assim a tartaruga marinha parece voar. A vista de cima, a mais comum, funciona melhor para a tatuagem de tartaruga delicada e para a minimalista, porque o contorno do casco e as quatro nadadeiras já bastam para reconhecer o bicho.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma silhueta simples, a tartaruga minimalista de contorno, cabe no valor mínimo do estúdio e leva menos de uma hora. Um casco com cada escudo desenhado e os anéis de crescimento chega a doze ou quinze centímetros e a três ou quatro horas de trabalho repetitivo e preciso. O casco polinésio custa mais do que o tamanho sugere, porque o padrão é projetado, e não só preenchido. Dos vinte e três desenhos abaixo, vinte são em preto e três em cor.

Onde fica bem e quanto dói

Casco geométrico quer campo plano, onde a grade não se deforma: escápula, face externa da coxa, panturrilha, parte de cima do braço. A tartaruga nadando vista de cima cabe nos mesmos lugares e, se for delicada, também no tornozelo e no peito do pé, que doem mais, mas terminam rápido numa peça pequena. Evite curvas fortes para um casco geométrico, porque um mosaico que entorta deixa de parecer grade.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se os escudos vão ser placas separadas ou uma superfície sombreada, e uma foto de trabalho dele já cicatrizado em cada caso.
  • No estilo polinésio, o que quer dizer cada elemento que ele propõe para o casco.
  • Na marinha, que tire a proporção das nadadeiras de uma foto do bicho, e não de outras tatuagens, onde elas quase sempre saem curtas.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa a tatuagem de tartaruga marinha?

Vida longa, paciência e volta para casa, porque a fêmea retorna à praia onde nasceu para pôr os ovos. No Brasil ela soma o mar e a conservação, e há quem a tatue depois de ver uma soltura de filhotes. Com padrão polinésio no casco, ela fala também de navegação e de família.

Tartaruga maori: é maori ou polinésia?

Na maioria das vezes, polinésia. No Brasil, “maori” virou o nome de toda tatuagem tribal do Pacífico em preto sólido, mas a tartaruga é motivo central no Havaí, nas Marquesas e em Samoa, mais do que no moko da Nova Zelândia. Se você quer o significado, procure um tatuador que trabalhe nessa tradição e saiba explicar cada faixa do casco.

Tatuagem de tartaruga delicada: qual o tamanho mínimo?

Uns cinco centímetros para uma silhueta com o casco só em contorno. O casco detalhado não desce tanto, porque as divisões dos escudos e os anéis de crescimento são linhas finas internas que se juntam; abaixo de uns dez centímetros, desenhe o contorno e a grade, e não a textura. A minimalista de traço único é a que envelhece melhor no pulso e no tornozelo.

Tatuagem das Tartarugas Ninja dá para fazer em grupo?

É o melhor uso dela. Cada pessoa leva uma bandana, ou uma tartaruga com a cor do seu personagem: azul de Leonardo, vermelho de Rafael, laranja de Michelangelo, roxo de Donatello, os quatro com nome de pintor do Renascimento. As cores vieram do desenho animado; nos quadrinhos originais, de 1984, as quatro usavam vermelho.

Como ver a tartaruga na minha escápula antes de decidir?

Escolha um dos desenhos abaixo e coloque sobre uma foto da sua escápula, da panturrilha ou do tornozelo no simulador do InkCraft. Gire a tartaruga para ver de que lado ela nada melhor: subindo pelo corpo, ela parece ir para a superfície.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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