Ideias de tatuagem

Tatuagem de guerreiro: de Deus, espartano e Ogum

22 desenhos originais de guerreiro criados para InkCraftPor Atualizado em

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Três guerreiros dividem a tatuagem de guerreiro no Brasil: o de Deus, de armadura e versículo; o espartano do capacete coríntio; e Ogum, o orixá do ferro. Em todos, cada detalhe diz de onde a figura vem, e misturar tradições é o erro clássico.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 22 desenhos de guerreiro, em números

Estilos representados
ilustrativo (7), blackwork (4), tradicional (3), neotradicional (2), celta (1), fine line (1)
Preto e cinza ou colorida
55% em preto e cinza, 45% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
spartan helmet, espada, retrato de uma mulher, viking

Contado sobre os 22 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de guerreiro

Pouca gente usa um guerreiro para celebrar a briga. O que se tatua é disciplina, lealdade a quem está do lado, uma fase dura atravessada de pé, e às vezes alguém que serviu ou que se foi. Vários dos desenhos abaixo nem têm ninguém dentro da armadura, e são esses que carregam os sentidos mais precisos: um capacete pendurado no cabo de uma espada cravada na terra repete a cruz improvisada que ainda se arma para os mortos num campo de batalha, e o capacete coríntio vazio com papoulas vermelhas brotando pelos olhos usa a papoula da lembrança da Primeira Guerra. Os dois são memoriais antes de qualquer outra coisa.

O guerreiro de Deus é a leitura mais brasileira de todas, e vem da Bíblia. Na Carta aos Efésios, Paulo descreve a armadura de Deus peça por peça: o cinto da verdade, a couraça da justiça, os pés calçados com o evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Muita tatuagem de guerreiro de Deus é essa lista desenhada, um soldado com cada peça no lugar, às vezes ajoelhado e apoiado na espada, às vezes com o versículo escrito no escudo. Outros textos acompanham: “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”, da Segunda Carta a Timóteo, que fecha bem embaixo de um capacete, e o Salmo 144, que bendiz o Senhor por adestrar as mãos para a peleja, escolha natural de quem treina luta. É tatuagem de combate espiritual, e não de guerra.

O anjo guerreiro é quase sempre o Arcanjo Miguel, de armadura e espada, com o dragão debaixo do pé. O guerreiro espartano chegou por outro caminho, o cinema: o filme 300, de 2006, adaptado dos quadrinhos de Frank Miller, deu ao capacete coríntio com crista uma segunda vida na tatuagem. Esse capacete, batido numa peça só de bronze e fechado sobre o rosto a não ser pelas fendas dos olhos e pela abertura da boca, era usado por hoplitas de toda a Grécia, e não só em Esparta. As frases vêm junto: molon labe, “venha pegá-las”, que Plutarco atribui a Leônidas quando Xerxes exigiu as armas, e o “com o escudo ou sobre ele” que, segundo o mesmo Plutarco, as mães espartanas diziam aos filhos.

Ogum é o guerreiro da fé afro-brasileira. Orixá do ferro, da guerra e dos caminhos, ferreiro que forja as próprias armas, ele é saudado com “Ogunhê!” no candomblé e na umbanda, e a devoção popular o une a São Jorge no Rio de Janeiro e a Santo Antônio na Bahia. Uma tatuagem de Ogum guerreiro pode ser a figura com espada e mariô, a franja de folha de dendê, ou só os símbolos: a espada, as ferramentas de ferro, o vermelho da umbanda ou o azul-escuro do candomblé. Para quem é de terreiro, é tatuagem de santo, e vale conversar antes com o pai ou a mãe de santo, porque algumas casas têm preceitos sobre isso. O guerreiro indígena pede o mesmo respeito: cada povo tem o seu cocar e os seus grafismos, pintados com jenipapo e urucum, e o chefe de cocar de penas compridas que tanto aparece no flash é dos povos das planícies da América do Norte, não daqui.

De onde vem o desenho

Boa parte do equipamento destes desenhos pode ser conferida contra um objeto real. A proteção de olhos do capacete viking segue o elmo de Gjermundbu, escavado na Noruega em 1943; as placas segmentadas do legionário e o escudo curvo pintado com asas e raios vêm dos relevos da Coluna de Trajano, em Roma, inaugurada em 113; e a crista do centurião corre de orelha a orelha porque, como escreveu Vegécio, assim os seus homens o achavam no meio da luta. O guerreiro medieval é mais tardio do que parece: o elmo fechado de topo chato, a cota de malha e a cruz no peito são dos séculos XII e XIII, a época das Cruzadas e dos templários, ordem fundada por volta de 1119 e extinta em 1312 pelo papa Clemente V. O berserker de pele de urso vem de Snorri Sturluson, que no século XIII escreveu sobre os homens de Odin que lutavam sem cota de malha, mordendo os escudos.

Como escolher a sua

  • Fique numa época só. A crista, o escudo e a arma datam a figura, e misturar séculos é o tropeço mais comum desta tatuagem: chifres num capacete nórdico, espada de cavaleiro na mão de um hoplita, cocar das planícies com grafismo amazônico. No guerreiro de Deus a regra é parecida: se a armadura é a de Efésios, ela tem seis peças, e o escudo da fé é o lugar natural para o versículo.
  • Em espaço pequeno, use só o capacete. Um coríntio é uma silhueta completa com seis centímetros, como mostra o perfil de três linhas da série; uma figura inteira precisa de lugar para que rosto, mãos e arma não se confundam. A tatuagem de leão e guerreiro é o caso extremo: dois corpos, uma juba e uma armadura pedem no mínimo uma panturrilha ou um antebraço inteiro, e funcionam melhor com o leão um pouco atrás do homem, e não do mesmo tamanho.
  • Decida se o rosto aparece. Um guerreiro sem rosto, de elmo fechado ou de costas, pode ser qualquer pessoa, inclusive quem o usa; um rosto definido vira retrato, e retrato pede realismo, tamanho e um tatuador que faça bem rostos.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

O capacete sozinho é o guerreiro econômico: o perfil minimalista cabe em seis centímetros e uma hora, e um coríntio ou um kabuto sombreado em dez a doze centímetros e duas a quatro horas. Figuras inteiras, como o guerreiro jaguar, o legionário ou o guerreiro de Deus de armadura completa, precisam de quinze a vinte centímetros para que rostos, mãos e desenhos do escudo não se embolem, e de cinco horas ou mais em cor. Dos vinte e dois desenhos abaixo, doze são em preto e dez em cor, quase metade.

Onde fica bem e quanto dói

Um capacete sozinho fica bem na parte de fora do braço ou no alto do ombro, onde a cúpula acompanha a curva; figuras de pé pedem o comprimento da panturrilha, do antebraço ou da face externa da coxa. O coríntio de frente, simétrico, combina com o esterno ou com o centro das costas, os dois mais doloridos que o braço. O guerreiro de Deus ajoelhado com a espada fica bem nas costas ou na lateral da costela, onde há altura para a armadura inteira e para o versículo embaixo.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Que confira capacete, escudo e arma numa referência da época escolhida, para a figura não misturar séculos.
  • Quanto preto ele deixa em volta das fendas dos olhos do coríntio, para que elas não fechem em dez anos.
  • Em que tamanho o versículo, o nome ou a data cabem no escudo ou embaixo do capacete sem espremer a armadura.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa a tatuagem de guerreiro de Deus?

Luta espiritual, e não guerra. A figura é a armadura de Deus de Efésios 6 vestida por um soldado, e o versículo que a acompanha, no escudo ou numa faixa, diz qual luta é essa. É tatuagem de quem quer lembrar, todo dia, de que lado decidiu ficar.

O capacete do guerreiro espartano é mesmo espartano?

Não só. O coríntio era o capacete dos hoplitas de quase todas as cidades gregas desde o século VII antes de Cristo, e Esparta foi uma delas. O busto de mármore com esse capacete achado em Esparta em 1925, apelidado de Leônidas, não tem identificação: ninguém sabe quem ele mostra.

Tatuagem de Ogum guerreiro: precisa ser do santo?

Não há regra única. Para quem é do candomblé ou da umbanda, Ogum é orixá de cabeça ou de devoção, e a tatuagem é um ato de fé que vale combinar com o terreiro. Para quem não é, a figura ainda fala de abrir caminhos e de coragem, mas continua sendo a imagem de uma divindade viva para muita gente, e o respeito começa por desenhá-la direito: espada, ferro e mariô, nas cores certas.

Como fazer uma tatuagem de índio guerreiro com respeito?

Escolha um povo, e não um indígena genérico. Kayapó, Karajá, Yanomami, Guarani, Pataxó: cada um tem cocar, pintura e adornos próprios, e misturar elementos de vários povos, ou usar o cocar das planícies norte-americanas, é o erro que mais se vê. Hoje se prefere dizer indígena, e há artistas indígenas que desenham grafismos; trabalhar com a referência de um deles é o caminho mais honesto.

Tatuagem de guerreiro medieval: cruzado ou templário?

O cavaleiro de cota de malha com a cruz no peito é o cruzado dos séculos XII e XIII; a cruz vermelha sobre manto branco era o hábito dos templários. Vale um aviso: “Deus vult”, o grito atribuído aos cruzados, foi adotado nos últimos anos por grupos de extrema direita, e numa tatuagem pode ser lido assim por quem conhece o uso.

Dá para ver o guerreiro na panturrilha antes de tatuar?

Dá. Escolha um dos desenhos abaixo e coloque sobre uma foto da sua panturrilha, do antebraço ou das costas no simulador do InkCraft. Numa figura inteira, confira se o rosto ainda se lê no tamanho que cabe ali; num capacete sozinho, veja se a crista acompanha a curva do ombro.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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