Ideias de tatuagem

Tatuagem samurai: significado, armadura e máscara

30 desenhos originais de samurai criados para InkCraftPor Atualizado em

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Quase toda tatuagem samurai mostra o mesmo guerreiro mascarado em três quartos, e por isso os objetos rendem mais: o elmo, a guarda da espada, a armadura vazia no suporte. No Brasil, casa da maior comunidade de origem japonesa fora do Japão, o motivo tem raiz própria.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 30 desenhos de samurai, em números

Estilos representados
oriental (8), ilustrativo (7), neotradicional (2), sketch (2), trash polka (2), anime (2)
Preto e cinza ou colorida
67% em preto e cinza, 33% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
espada, flor de cerejeira, onda, horse

Contado sobre os 30 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de samurai

O samurai representa um código, e não uma luta, e é essa a diferença que quase todo mundo tem em mente quando pede um. O bushidō como se conhece hoje, feito de lealdade, contenção e da morte aceita como condição de viver direito, foi posto no papel em grande parte depois que as guerras acabaram. O Hagakure, ditado por Yamamoto Tsunetomo no começo do século XVIII, é obra de um samurai que nunca entrou numa batalha, e o livro de Nitobe Inazō que levou o bushidō ao Ocidente saiu em inglês na virada para o século XX, quando a classe já estava sendo desmontada. Isso não esvazia o ideal. Mostra que ele foi montado em tempo de paz, por gente com saudade de uma guerra que não viveu, e explica por que ele serve tão bem a quem tatua disciplina, e não violência.

No Brasil o samurai chegou antes pela imigração do que pelo flash. O Kasato Maru atracou em Santos em 1908 com os primeiros imigrantes japoneses, que foram para as fazendas de café paulistas e, depois, para o norte do Paraná, e a Liberdade, em São Paulo, com as lanternas vermelhas e o museu da imigração, virou o endereço do Japão no país. Num neto de imigrante, o samurai no braço é antes de tudo uma tatuagem de sobrenome. Para o resto do país o caminho foi a tela: O Último Samurai, de 2003, o anime que chegou aqui como Samurai X, com a cicatriz em cruz no rosto de Kenshin e a espada de lâmina invertida, e o mangá Vagabond, sobre Miyamoto Musashi, fizeram do guerreiro japonês um personagem familiar para quem nunca leu nada sobre o Japão.

Visualmente, quem carrega o significado é a armadura. O kabuto, o elmo com placas escalonadas protegendo a nuca e uma crista subindo da testa, se reconhece de longe, e o menpō, a máscara de ferro de careta fixa, foi feito justamente para tornar o rosto ilegível: vestir a máscara diz compostura, e não ferocidade. A leitura mais difícil, e a mais bonita, é a quietude. As imagens que funcionam raramente mostram o golpe no ar; um guerreiro ajoelhado com a espada deitada à frente, ou parado debaixo de chuva, fala mais de disciplina do que uma lâmina erguida, e quase ninguém pede assim. A armadura vazia no suporte, com os braços pendurados sem ninguém dentro, é a versão que incomoda, e deve incomodar: é um retrato do qual se tirou a pessoa, e talvez por isso sirva a quem admira o código sem se achar guerreiro.

Duas companhias aparecem muito ao lado do samurai, e cada uma muda a frase. A gueixa, que surgiu nos bairros de diversão do século XVIII como artista de música, dança e conversa, e não como cortesã, divide com ele a composição de rosto partido ao meio, metade máscara de ferro, metade maquiagem branca: a disciplina da espada de um lado, a disciplina do ofício do outro. O templo ao fundo, um pagode budista ou um portal torii de santuário xintoísta, que são coisas diferentes, transforma o retrato em peregrinação. E há os samurais que o gênero esquece: o rōnin, o guerreiro sem senhor, dos quarenta e sete rōnin do início do século XVIII, e as guerreiras como Tomoe Gozen, que o Heike Monogatari põe a cavalo na guerra Genpei, no fim do século XII.

De onde vem o desenho

A tatuagem japonesa e a imagem do samurai nasceram em pontas opostas da mesma sociedade. O irezumi floresceu entre bombeiros, carregadores e comerciantes das cidades do período Edo, e a grande onda de motivos veio das xilogravuras de Utagawa Kuniyoshi sobre os heróis do Suikoden, a partir de 1827: guerreiros tatuados no papel que as pessoas passaram a querer na pele. A classe samurai não se tatuava, porque a marca era coisa dos de baixo e, por muito tempo, castigo de condenado. O governo Meiji proibiu a tatuagem em 1872 e o porte de espada em 1876, e o samurai virou lenda no mesmo momento em que deixou de existir. No Brasil o motivo cresceu com os estúdios de estilo oriental, e o samurai de costas fechadas ainda segue as convenções de fundo que Edo deixou: vento, água, nuvem.

Como escolher a sua

  • Num campo pequeno, prefira um objeto a uma figura. Um kabuto, uma máscara ou uma tsuba, a guarda redonda da katana, é composição completa com doze centímetros; um guerreiro inteiro de armadura nesse tamanho perde o trançado, as placas e o rosto, que é tudo o que o identifica, e ainda disputa atenção com milhares de figuras quase iguais.
  • Decida se a máscara fica no rosto. Com o menpō, a peça fala da armadura e do código; com o rosto à mostra, vira retrato e pede mão de retratista, outra encomenda e outro orçamento. O Kenshin de anime é um terceiro caso, com a linguagem do mangá, e pede alguém que desenhe anime de verdade.
  • Em tamanho grande, o fundo não é opcional. Um samurai nas costas ou na perna em estilo oriental é emoldurado por vento, água, nuvens ou pétalas caindo, e uma figura enorme flutuando na pele nua parece inacabada por melhor que seja o desenho. O templo atrás resolve parte disso, com a mesma condição: ele é desenhado junto com o guerreiro, e não acrescentado depois.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma máscara de doze a quinze centímetros leva de três a quatro horas, e uma katana ou uma tsuba, menores e mais simples, costumam ficar abaixo de duas. Um samurai inteiro com fundo é compromisso de braço fechado ou de costas, quinze a vinte e cinco horas em várias sessões, porque a armadura é feita de centenas de plaquinhas repetidas e cada uma é desenhada. A cor vale onde trabalha, no laqueado vermelho e nos cordões; o resto vive bem em preto e cinza, como dois terços dos desenhos abaixo.

Onde fica bem e quanto dói

O braço é o lugar clássico: a máscara cabe na face externa do braço ou do antebraço, e a figura inteira pede o meio braço fechado ou o braço inteiro, desenhada em volta do membro. As costas recebem a cena completa com templo e céu, e a perna, na coxa ou na panturrilha, aceita bem a figura em pé com a espada correndo ao longo do osso. Costela e parte de trás do joelho são as áreas que mais doem; a face externa do braço está entre as mais tranquilas.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se trabalha com estilo oriental com frequência, já que as convenções de fundo são um ofício separado da figura.
  • Qual máscara exatamente: hannya, oni e menpō são três objetos diferentes, com três significados diferentes.
  • Para braço fechado ou costas, que planeje a composição inteira antes da primeira sessão, porque a tatuagem japonesa é pensada como uma peça só.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

Qual é o significado da tatuagem samurai?

Disciplina, lealdade e calma diante do perigo, mais do que violência. O bushidō foi escrito em tempo de paz e valoriza o autocontrole, e por isso o guerreiro ajoelhado ou a armadura vazia dizem mais do que o golpe. Para quem descende de imigrantes japoneses, ele é também uma peça de família e de origem.

Tatuagem samurai masculina: braço, costas ou perna?

Depende do que entra na cena. Só a máscara ou o elmo cabem no antebraço; o guerreiro de corpo inteiro precisa do braço fechado; a cena com templo, céu e pétalas pede as costas, e a perna serve à figura em pé com a espada. Em corpo de homem ou de mulher a conta é a mesma: a armadura precisa de área para as placas se separarem.

O que significa a gueixa ao lado do samurai?

Em geral um par de opostos que se completam: o guerreiro e a artista, a disciplina da espada e a da dança e da música. A gueixa não era cortesã, e sim uma profissional das artes formada por anos. Na composição de rosto dividido, metade de cada um, a peça fala de duas forças em quem a usa, e não de um casal histórico.

A máscara hannya é a mesma coisa que a máscara do samurai?

Não. O menpō é a máscara de ferro da armadura, feita para proteger e esconder o rosto do guerreiro. A hannya vem do teatro nô e representa uma mulher transformada em demônio pelo ciúme e pela dor, uma figura trágica, e não um monstro genérico. Misturar as duas sem saber é o erro que um conhecedor nota primeiro.

Dá para ver o samurai no meu braço antes de fechar o desenho?

Dá. Tire uma foto do braço inteiro, do ombro ao pulso, e coloque o desenho por cima no simulador do InkCraft: você confere se o rosto cai na face externa, que é o ângulo que todo mundo vê, e se a espada continua reta com o braço descansando. É essa a conversa que vale levar ao tatuador antes do decalque.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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