Ideias de tatuagem

Tattoo memento mori: significado e memento vivere

25 desenhos originais de memento mori criados para InkCraftPor Atualizado em

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Toda tattoo memento mori de verdade junta duas coisas no mesmo quadro: algo que acaba e algo que ainda está vivo, a ampulheta ao lado da flor, a vela ao lado do crânio. Sem esse contraste sobra uma caveira, e a frase latina fica sem trabalho para fazer.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 25 desenhos de memento mori, em números

Estilos representados
pontilhismo (10), ilustrativo (8), tradicional (4), linework (3)
Preto e cinza ou colorida
100% em preto e cinza, 0% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
caveira, esqueleto, angel wings, hourglass

Contado sobre os 25 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de memento mori

Em latim, memento mori quer dizer “lembre-se de que você vai morrer”, e a gramática carrega metade do sentido. Memento é imperativo: a frase não constata nada sobre a vida, ela dá uma ordem a quem lê. É por isso que funciona tão bem na pele. Uma caveira descreve a morte; o memento mori manda mantê-la à vista, como um bilhete que você deixa para si mesmo num lugar onde não dá para fingir que não leu.

A leitura que quase todo mundo usa hoje é a estoica. Sêneca, nas cartas a Lucílio, e Marco Aurélio, nas Meditações, voltam sem parar à ideia de que uma vida sentida como curta é vivida com mais cuidado, e a volta recente da frase passa muito mais por eles do que pela igreja. Nessa chave, lembrar da morte é um exercício de atenção, e não de medo. A tradição cristã, que fabricou quase toda a imagem, era mais dura: no túmulo ou no livro de horas, a caveira lembrava o juízo final, e os objetos em volta falavam de vaidade, a coroa que escorrega, a fruta que apodrece, a vela que vai se consumindo.

O Brasil tem o seu memento mori marcado no calendário. Na Quarta-feira de Cinzas, poucas horas depois do último bloco, o padre risca uma cruz de cinza na testa de quem vai à missa e lembra que somos pó e ao pó voltaremos, e a passagem da festa para o aviso da morte cabe numa madrugada só. Tem um também na estante: Brás Cubas, o defunto autor de Machado de Assis, dedica as suas memórias, em 1881, ao verme que primeiro roeu as frias carnes do seu cadáver, talvez a piada mais séria da nossa literatura sobre o assunto. E a língua tem o seu monumento na Capela dos Ossos de Évora, em Portugal, onde a inscrição sobre a porta avisa ao visitante que os ossos lá dentro estão esperando pelos dele.

A frase tem duas companheiras, e escolher entre elas é a decisão que mais pesa nesta tatuagem. Carpe diem vem de Horácio, nas Odes, e manda colher o dia confiando o mínimo possível no amanhã: é o mesmo pensamento visto pelo lado do presente. Memento vivere, lembre-se de viver, inverte a ordem e não vem de nenhum autor latino conhecido; Goethe usou a fórmula alemã, Gedenke zu leben, no Wilhelm Meister. Uma peça que traga as duas, a caveira de um lado e a flor aberta do outro, ou as duas frases em espelho, diz que lembrar da morte e lembrar de viver são uma instrução só.

De onde vem o desenho

A imagem é mais antiga e mais precisa do que a moda atual deixa ver. Um mosaico romano de Pompeia, hoje no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles, mostra uma caveira pendurada num nível de pedreiro, com o cajado de um mendigo e o cetro de um rei em equilíbrio perfeito: rico e pobre nivelados pela morte. No fim da Idade Média vieram os túmulos de dois andares, com o morto em trajes de gala em cima e o cadáver em decomposição embaixo. Em 1533, Holbein escondeu em Os Embaixadores uma caveira deformada que só se revela vista de um ângulo oblíquo, e em 1538 saiu em Lyon a sua Dança da Morte em xilogravura. A pintura holandesa de vanitas reduziu tudo a poucos objetos, e a tela de Philippe de Champaigne com caveira, tulipa e ampulheta sobre uma prateleira nua continua sendo o modelo que a tatuagem copia sem saber. Quase tudo isso chegou até nós como gravura, em madeira ou em metal, e daí vem a afinidade do tema com o pontilhismo.

Como escolher a sua

  • Decida se as palavras entram. O gênero tem nome de duas palavras latinas, e os objetos antigos as traziam gravadas em lápide, em anel de luto e em capa de livro. Com a frase, a peça vira instrução; sem ela, vira imagem, e as duas leituras são legítimas. Se entrar, peça capitulares romanas retas, que atravessam os anos na pele bem melhor do que uma letra cursiva.
  • Combine alguma coisa, ou o que sobra é só uma caveira. O memento mori depende de um par no mesmo quadro: osso contra flor fresca, areia que ainda escorre contra um relógio parado, uma bolha de sabão pousada sobre o crânio, que na pintura holandesa era a vida que pode estourar a qualquer momento.
  • O registro de origem é a gravura. Dez dos vinte e cinco desenhos abaixo são em pontilhismo, e não por acaso: a tradição chegou até nós em xilogravura, buril e pontilhado, e um memento mori em fine line limpo perde exatamente o que fazia os originais parecerem objetos. Nenhum dos vinte e cinco usa cor, e o tema quase nunca pede.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

O pontilhado é o que encarece: cada sombra é feita de milhares de pontos, e o relógio do estúdio anda mais do que o tamanho sugere. Uma ampulheta ou uma caveira alada de oito a dez centímetros se resolve em umas duas horas; a natureza-morta inteira, com caveira, flor e ampulheta legíveis cada uma por si, pede quinze a vinte centímetros e meio dia de cadeira.

Onde fica bem e quanto dói

A natureza-morta completa quer um painel plano em que todos os objetos se leiam de uma vez, como a face externa do braço, o peito, a escápula ou a face externa da coxa. Uma ampulheta sozinha ou uma caveira alada pequena cabem no antebraço interno ou na panturrilha. Se a frase latina vier junto, dê a ela uma linha reta em vez de curvá-la em volta do membro. Antebraço e coxa estão entre os lugares mais tranquilos; esterno e costela, entre os que mais doem.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se ele se sente à vontade com letras latinas, e que desenhe a frase em capitulares romanas, não numa fonte cursiva de computador.
  • Que parta de uma fonte histórica, uma gravura, uma lápide, uma natureza-morta de museu, e não de outras tatuagens que já circulam.
  • Como a peça vai ser sombreada, porque pontilhado de gravura e degradê liso envelhecem de jeitos muito diferentes sobre o mesmo desenho.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa a tatuagem memento mori?

Lembre-se de que você vai morrer, dito no imperativo. Não é uma frase triste: é uma instrução para viver com atenção, que os estoicos usavam como exercício diário e que a arte cristã usava como lembrete do juízo. Quem a tatua hoje quase sempre quer a primeira leitura, e o segundo elemento do desenho deixa isso claro.

Qual a diferença entre memento mori e memento vivere?

Uma manda lembrar da morte, a outra manda lembrar da vida, e as duas dão o mesmo conselho por lados opostos. Muita gente faz as duas frases em par, uma em cada antebraço ou em espelho na mesma peça, com a caveira de um lado e uma flor aberta do outro. O par divide bem o espaço porque as duas expressões têm quase o mesmo número de letras.

Carpe diem e memento mori combinam na mesma tatuagem?

Combinam, e uma completa a outra: Horácio manda aproveitar o dia, e o memento mori explica por quê. A versão “carpe diem et memento mori”, com o et latino no meio, vira uma linha comprida, então pede um lugar reto, como a face interna do antebraço, a clavícula ou a coluna, e letra romana simples para não fechar com os anos.

Como fazer uma tatuagem memento mori feminina delicada sem perder o sentido?

Mantendo o par, mesmo em tamanho pequeno. Uma ampulheta de traço fino com uma flor no bulbo de cima, uma mariposa-caveira com o desenho de crânio no dorso ou só a frase em capitulares miúdas na lateral do pulso carregam a ideia inteira com poucos centímetros. O que se perde no delicado é a sombra densa da gravura, não o significado.

Posso levar uma referência do Pinterest para o tatuador?

Pode, como ponto de partida, mas boa parte do que circula ali é a mesma caveira com a mesma ampulheta, copiada de tatuagem em tatuagem. Leve junto uma gravura antiga ou uma natureza-morta de museu, que dão ao tatuador material que ninguém usou. Antes de marcar, ponha o desenho escolhido sobre uma foto da sua pele no simulador do InkCraft e confira se a frase cabe reta no lugar que você quer.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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