Ideias de tatuagem

Tatuagem catrina: significado e chapéu

28 desenhos originais de catrina criados para InkCraftPor Atualizado em

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Chapéu largo, rosto pintado de caveira e flores no cabelo: a catrina é a morte vestida de festa, nascida de uma piada mexicana contra quem se achava fino demais. A maior parte destes desenhos é caveira mexicana; as catrinas de verdade têm chapéu, vestido ou rosto de mulher.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 28 desenhos de catrina, em números

Estilos representados
tradicional (6), ilustrativo (5), neotradicional (4), aquarela (2), ornamental (2), pontilhismo (2)
Preto e cinza ou colorida
57% em preto e cinza, 43% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
rosa, flor, cruz, caveira

Contado sobre os 28 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de catrina

Catrina vem de catrín, a palavra mexicana para o almofadinha, o sujeito que se veste com apuro para ser notado na praça. A catrina é a versão feminina, uma dama de chapéu enorme e roupa cara que, por baixo do tecido, é só osso. A piada tem mais de um século e continua afiada: dinheiro, sobrenome e moda importada de Paris terminam no mesmo esqueleto que o de qualquer vendedor de rua. Por isso ela não é uma imagem de terror. É uma imagem de igualdade, e quem a tatua costuma estar dizendo que leva a morte a sério e a si mesmo um pouco menos.

A segunda camada vem do Día de Muertos, nos dias 1 e 2 de novembro, quando as famílias mexicanas montam a oferenda com a foto de quem morreu, a comida de que a pessoa gostava, velas e montes de cempasúchil, a flor laranja que guia os mortos de volta para casa. No Brasil essa mesma flor tem um nome que já diz tudo: cravo-de-defunto. A data coincide com o nosso Finados, mas o tom é o oposto. Aqui se vai ao cemitério em silêncio; lá o morto é recebido como visita, com música, pan de muerto e a bebida preferida dele. Uma catrina com um nome, uma data ou a flor de alguém pertence a essa festa, e é por isso que ela aparece tanto como homenagem a uma avó, a uma mãe ou a uma amiga que se foi.

A catrina que domina os estúdios hoje é um terceiro desenho: o rosto de uma mulher viva maquiado como caveira, com olhos sombreados, pétalas em volta das órbitas e um chapéu ou uma coroa de flores. Esse retrato é bem mais novo do que a gravura e do que o doce de açúcar; ele se espalhou com os desfiles, as festas à fantasia e o filme Viva: A Vida é uma Festa, e no Brasil chegou também pelo realismo chicano em preto e cinza vindo de Los Angeles. Num braço ou num antebraço masculino ele junta beleza e morte num rosto só, e o cinza suave segura bem um retrato grande. Nas peças coloridas, o vermelho das rosas e o laranja do cravo-de-defunto fazem quase todo o trabalho.

Vale olhar a série desta página com esse filtro. Dos 28 desenhos, a maioria é caveira mexicana, a calavera sozinha, coroada de flores laranja, com uma vela acesa no alto, com uma borboleta-monarca pousada na testa ou com um terço pendurado no queixo. As catrinas propriamente ditas são poucas e fáceis de achar: o rosto de mulher pintado sob um chapéu preto cheio de rosas e penas, a chicana em cinza com flores no cabelo e os olhos meio fechados, a rainha-esqueleto de coroa e vestido segurando um buquê, e o casal de rosto colado em que ele usa bigode, o catrín ao lado dela.

De onde vem o desenho

A figura nasceu como gravura. José Guadalupe Posada, que desenhava esqueletos bebendo, dançando e brigando para as folhas baratas vendidas nas ruas da Cidade do México, gravou nos últimos anos antes de morrer, em 1913, uma cabeça de caveira sob um chapéu de estilo francês carregado de plumas. Ele a chamou de Calavera Garbancera, o apelido de quem renegava a origem indígena para se passar por europeu. Foi Diego Rivera quem deu a ela corpo, vestido e o nome de Catrina, no mural Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central, de 1947, onde ela aparece de braço dado com o próprio Posada e de mão dada com Rivera menino, com uma estola de plumas que termina em serpente. A Unesco reconheceu o Día de Muertos como patrimônio imaterial em 2008, e o desfile de catrinas da capital mexicana é novíssimo: começou em 2016, depois que o filme 007 Contra Spectre inventou um para a cena de abertura.

Como escolher a sua

  • Peça uma catrina e confira se recebeu uma catrina. O que a separa da caveira mexicana é o que está em volta do crânio: o chapéu de aba larga com flores e plumas, o vestido, a estola, o rosto de mulher por baixo da pintura. Sem nada disso o tatuador desenha uma calavera, linda, mas outra peça, e a confusão só aparece quando alguém pergunta o que é.
  • Decida quanto do rosto é pintura. A catrina maquiada pode ter o rosto inteiro coberto, só a metade, com o outro lado de pele lisa, ou apenas as órbitas escurecidas e a boca costurada; quanto mais pele lisa, mais ela se lê como retrato e menos como caveira. Nas peças em cor, o branco do rosto costuma ser a própria pele, porque a tinta branca amarela com os anos.
  • Um rosto de frente é simétrico, e órbitas que não batem se notam do outro lado da sala. A catrina em três quartos, com o chapéu caindo para um lado e as flores escorrendo pela nuca, contorna o problema e acompanha melhor a curva de um braço.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma calavera de contorno simples cabe em cinco a sete centímetros e fica perto do valor mínimo do estúdio. A catrina com chapéu é outra conta: o rosto e a aba disputam espaço, e a peça raramente fica abaixo de quinze centímetros, chegando fácil a vinte. Em preto e cinza é uma sessão longa; em cor, com rosas e cravos-de-defunto, conte com um dia inteiro ou com duas sessões.

Onde fica bem e quanto dói

O antebraço externo e a parte de fora do braço são onde ela mais aparece, porque o retrato com chapéu é vertical e o membro dá altura; a coxa e a panturrilha recebem bem a versão grande. Na mão, a pele fina sobre os ossos dói e a tinta perde nitidez mais cedo, sobretudo nos dedos e na lateral, então ali funciona a calavera de traço grosso, não o retrato. O esterno mostra melhor um rosto simétrico e é um dos lugares que mais doem.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se o chapéu vai partir da gravura de Posada e do mural de Rivera ou de outras tatuagens; o das referências originais é bem mais extravagante do que o das cópias.
  • Como o branco do rosto vai ser feito, com pele lisa, tinta branca ou cinza-claro, e como cada opção envelhece.
  • Se as flores das duas órbitas vão sair espelhadas, a não ser que a assimetria seja de propósito.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa a tatuagem de catrina?

Que a morte iguala todo mundo, e que dá para encará-la com humor. A catrina é uma dama-esqueleto vestida de rica, criada para zombar de quem se achava superior, e virou a anfitriã do Día de Muertos, a festa em que os mortos voltam como visita. Com um nome ou uma data, ela é uma homenagem; sem nada, é uma piada séria sobre a vaidade.

Catrina e caveira mexicana são a mesma coisa?

Não. A caveira mexicana, a calavera de açúcar, é o doce que vai no altar, um crânio sozinho com o nome de alguém escrito na testa em glacê. A catrina é uma pessoa inteira, de chapéu e vestido, saída de Posada e de Rivera. O rosto de mulher pintado de caveira sob um chapéu de flores junta as duas coisas, e é o que quase todo mundo chama de catrina hoje.

Tatuagem de catrina é coisa de Halloween?

Não. O Halloween cai em 31 de outubro e é uma noite de susto; o Día de Muertos vem nos dois dias seguintes e é um reencontro de família com os mortos. Uma catrina desenhada como máscara de terror saiu da tradição, e um tatuador que conhece a festa percebe a diferença na hora.

Como fica uma catrina no braço masculino?

Fica forte em preto e cinza, no antebraço externo ou na parte de fora do braço, onde o retrato tem altura para o chapéu. O realismo chicano, de sombreado suave e olhos meio fechados, nasceu nas prisões e nos estúdios da Califórnia justamente sobre braços assim, e envelhece bem ali porque não depende de cor para separar o rosto do fundo.

Como saber se o chapéu cabe no meu antebraço?

Fotografe o antebraço inteiro, do pulso ao cotovelo, e coloque o desenho por cima no simulador do InkCraft. Dá para ver se a aba do chapéu passa da largura do braço e se o rosto ainda se lê no tamanho que o membro permite.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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