Ideias de tatuagem

Tattoo hannya: significado da máscara oriental

33 desenhos originais de hannya criados para InkCraftPor Atualizado em

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Chifres, olhos dourados e boca rasgada até as orelhas: a hannya de tanto braço fechado em estilo oriental não é monstro, é a máscara de uma mulher consumida pelo ciúme no teatro nô. O oni é outra criatura, e chifres, olhos e boca separam as duas.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 33 desenhos de hannya, em números

Estilos representados
ilustrativo (4), oriental (3), irezumi (3), blackwork (3), pontilhismo (2), neotradicional (2)
Preto e cinza ou colorida
61% em preto e cinza, 39% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
carpa, flor de cerejeira, dragão, caveira

Contado sobre os 33 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de hannya

Comece pela hannya, o rosto que quase todo mundo quer e quase todo mundo lê errado. No teatro nô ela é usada por uma mulher que o ciúme transformou em demônio: dois chifres, olhos dourados, uma boca aberta quase até as orelhas. Inclinada para baixo, sob a luz do palco, a máscara esculpida parece tomada de dor; inclinada para cima, parece furiosa, e uma máscara bem feita faz as duas coisas com o mesmo rosto, conforme o ator mexe a cabeça. Na pele ela é menos monstro do que aviso sobre o que um sentimento faz com quem o carrega. O nome tem duas explicações correntes: a de um monge escultor de máscaras chamado Hannya-bō, e a da palavra budista para sabedoria, a mesma do Sutra do Coração, o Hannya Shingyō.

O nô trata o ciúme como um caminho, e a hannya é a metade dele. A primeira máscara da série, namanari, tem só o começo dos chifres e ainda é quase humana; a hannya é o estágio do meio; e a última, a honnari, também chamada shinja, já é serpente por inteiro, sem nada de mulher. Por isso a hannya é o rosto de alguém que ainda pode voltar, e essa é a leitura mais bonita que ela oferece. A cor faz parte da mesma escala: o nô usa uma hannya pálida para uma mulher de nobreza refinada, vermelha para uma de posição mais baixa, e o vermelho mais escuro para a que virou demônio de vez. Pedir a cor de propósito, e não o vermelho por costume, é o que separa uma hannya escolhida de uma hannya de catálogo. Ela é, ao pé da letra, um rosto de mulher, e isso pesa para quem quer falar de raiva e de ciúme sem pôr a culpa num monstro de fora.

O oni é outra criatura, que vem da crença popular e não do palco. É o ogro do folclore japonês: pele vermelha ou azul, chifres, presas, tanga de pele de tigre e um porrete de ferro chamado kanabō, tão fiel a ele que “dar um porrete ao oni” é o ditado para tornar o forte ainda mais forte. A explicação comum para os chifres de boi e a pele de tigre é a direção: o nordeste azarado, o portão dos demônios, era ushitora na bússola antiga, boi e tigre. Todo fevereiro, no Setsubun, as famílias jogam feijões gritando “oni wa soto”, fora demônios, e mesmo assim rostos de oni ficam nos telhados dos templos, nas telhas onigawara, guardando o prédio. A tatuagem de oni pode ser a ameaça ou o guarda. Raijin com os tambores e o tengu de nariz comprido, que também aparecem nesta série, não são nem uma coisa nem outra: um é deus do trovão, o outro, espírito da montanha.

Num país de maioria cristã como o Brasil, qualquer rosto com chifre corre o risco de ser lido como o capeta, e a hannya ouve isso de avó, de colega e de pastor. A resposta honesta é que ela vem do teatro, e não do inferno. O demônio cristão é outra ideia, o anjo caído que a pintura do fim da Idade Média vestiu de chifres e asas de morcego, e quem o tatua hoje raramente fala do diabo, e sim dos próprios demônios, um vício, uma depressão, um gênio difícil, postos onde possam ser vigiados. A palavra grega puxa para o lado oposto: o daimon era um espírito ligado a uma pessoa, nem sempre mau, e Sócrates falava de uma voz interior que o desviava dos erros. A hannya chegou aqui pelos estúdios de estilo oriental e costuma vir com o que a tradição pede ao lado dela: ondas, peônias, flores de cerejeira e, quando quem a encomenda conhece a peça, uma serpente.

De onde vem o desenho

A hannya pertence ao nô, o teatro de máscaras que Kan’ami e o filho, Zeami, levaram à forma clássica nos séculos XIV e XV. Ela aparece em Aoi no Ue, em que o espírito ciumento da Senhora Rokujō, do Conto de Genji, atormenta a rival, e em Dōjōji, em que uma mulher desprezada por um monge vira serpente e o queima dentro do sino do templo; a lenda por trás da peça é a de Kiyohime, e é por isso que a hannya e a cobra andam juntas na tatuagem. O irezumi a tirou do palco e das xilogravuras e fez dela um rosto padrão da tatuagem de corpo inteiro japonesa. No Brasil ela se espalhou com o estilo oriental e depois saiu dele: nos trinta e três desenhos abaixo há irezumi, blackwork, pontilhismo, neotradicional e até cybersigilism, e treze levam cor.

Como escolher a sua

  • Separe os rostos antes de tudo. A hannya tem dois chifres, olhos dourados e uma boca larga: uma pessoa mudada por um sentimento. O oni tem um ou dois chifres, testa pesada e muitas vezes o porrete: uma força. Se o desenho não deixa claro qual dos dois é, ele vai ser lido como monstro genérico.
  • Escolha a cor pela escala do nô, e escolha também o ângulo. A mesma máscara inclinada para baixo chora e inclinada para cima ataca, e o tatuador pode desenhar uma ou outra; poucos clientes sabem que dá para pedir.
  • Decida o que fica em volta. Na tradição oriental a máscara vive entre ondas, faixas de vento, flores de cerejeira, peônias ou a serpente de Dōjōji, e uma máscara grande solta na pele parece recortada. Em tamanho pequeno, de traço fino ou blackwork, ela pode ficar sozinha, desde que os chifres e as presas continuem separados.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma máscara precisa de uns dez centímetros para manter presas, chifres e olhos separados, e a maioria fica entre doze e dezoito. Cor tradicional chapada é mais rápida do que o preto e cinza suave, e um Raijin completo com os tambores é meio dia ou mais. A hannya com serpente e fundo de ondas, pensada como parte de um braço fechado, entra no planejamento do braço inteiro e é cobrada por sessão.

Onde fica bem e quanto dói

Uma máscara sozinha combina com a face externa do braço, o alto do ombro ou a panturrilha; o oval do rosto se encaixa na curva do deltoide melhor do que em qualquer lugar plano. A figura inteira entre ondas pede coxa, peito ou costas. No antebraço, a máscara na vertical, com os chifres para o cotovelo, é a mais comum. O esterno é o ponto que mais dói; a face externa do braço, um dos que menos incomodam.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se o desenho é de uma hannya ou de um oni, já que o significado segue os chifres, os olhos e a boca.
  • Que tom a hannya deve ter, em vez do vermelho automático, e se ela olha para cima ou para baixo.
  • O que envolve a máscara: ondas, faixas de vento, flores ou a serpente da lenda.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

Qual o significado da tatuagem hannya?

Um aviso sobre o que o ciúme, a raiva ou a dor fazem com quem os sente. A hannya é a máscara do nô de uma mulher transformada em demônio por esses sentimentos, no meio do caminho entre a pessoa e a serpente. Muita gente a usa como lembrete pessoal, e muita gente a lê também como proteção, já que o rosto assustador espanta o que é pior.

Tattoo hannya feminina: o que muda no desenho?

No significado, nada: a hannya já é um rosto de mulher. O que muda, quando se pede uma versão mais delicada, é a linguagem, com traço fino, menos sombra, flores em volta e às vezes só metade da máscara, e aí vale um cuidado técnico: chifres e presas finos se fundem com os anos numa máscara menor do que uns dez centímetros. Qualquer pessoa pode pedir a hannya delicada ou a pesada; o tamanho é que decide se ela se lê.

Qual a diferença entre hannya e oni?

A hannya é máscara de teatro, de uma mulher tomada pelo ciúme, com dois chifres, olhos dourados e a boca rasgada. O oni é o ogro do folclore, de pele vermelha ou azul, com porrete de ferro e tanga de pele de tigre, e pode ser ameaça ou guardião. Uma fala de um sentimento humano; o outro, de uma força de fora.

O que significa a hannya com uma cobra?

Quase sempre a lenda de Kiyohime, contada na peça Dōjōji: a mulher desprezada pelo monge vira serpente, persegue-o até o templo e o queima dentro do sino. A cobra mostra aonde a hannya está indo, o último estágio da transformação, e a composição é das mais tradicionais da tatuagem oriental.

Uma tatuagem hannya vai ser lida como coisa do demônio?

Raramente por quem conhece tatuagem, já que hannya e oni são lidos como estilo oriental. Por quem não conhece, pode ser, e vale ter a explicação pronta: é uma personagem do teatro nô, e não uma figura religiosa. Uma cabeça ocidental com chifres de carneiro é mais aberta a essa leitura do que qualquer máscara japonesa.

Dá para testar a hannya no meu braço antes de marcar?

Dá. Fotografe o ombro e a face externa do braço, com o braço caído, e coloque a máscara por cima no simulador do InkCraft: você confere se o oval do rosto se encaixa no deltoide e para onde os chifres apontam com o braço em repouso. Se estiver entre duas hannyas desta série, teste as duas na mesma foto e compare as expressões.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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