Ideias de tatuagem

Peônia tattoo: significado e estilo oriental

34 desenhos originais de peônia criados para InkCraftPor Atualizado em

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Na China ela é o rei das flores, e no estilo oriental divide a cena com o leão: a peônia fala de fortuna e de coragem antes de falar de romance. As pétalas em camadas são a assinatura dela, e encolhida demais ela vira uma rosa qualquer.

Toque em qualquer desenho para vê-lo na sua própria pele no simulador, sem cadastro.

Esta série de 34 desenhos de peônia, em números

Estilos representados
neotradicional (10), aquarela (5), oriental (4), fine line (4), irezumi (2), ilustrativo (2)
Preto e cinza ou colorida
32% em preto e cinza, 68% coloridas
Quase sempre desenhado junto com
flor, folha, ramo de folhas, rosa

Contado sobre os 34 desenhos que aparecem nesta página. Todos foram criados para o InkCraft; nenhum é copiado ou repostado. Você pode citar estes dados linkando para esta página.

O que significa uma tatuagem de peônia

Quem escolhe uma peônia pela delicadeza costuma se surpreender com o que ela significa na tradição de onde vem. Na pintura chinesa e na tatuagem japonesa, a flor é sinal de posição: riqueza, boa sorte, honra e uma coragem que não precisa de alarde. Os chineses a chamam de flor da riqueza e da honra, e por séculos ela foi a flor da corte, pintada em biombos de palácio e bordada em seda de imperatriz. Nada disso exclui o afeto, mas muda o tom: uma peônia aberta no ombro se lê mais como prosperidade e firmeza do que como declaração de amor, e quem quer falar de ternura encontra na rosa ou na flor de cerejeira um vocabulário mais direto.

No estilo oriental, a peônia raramente aparece sozinha. O par clássico é com o karajishi, o leão chinês de juba encaracolada que no Brasil muita gente conhece como cão de Fu, e a composição tem até nome em japonês, botan ni karajishi, a peônia com o leão. Uma explicação que se conta no Japão dá sentido ao encontro: o rei dos animais não teme nada além de um verme minúsculo que vive no próprio corpo dele, e o orvalho da peônia mata esse verme, por isso o leão dorme debaixo das flores. Rei das feras e rei das flores na mesma cena dizem a mesma coisa duas vezes. A flor também divide braços fechados com a carpa, o tigre e a cobra, e nesse papel ela faz o que as nuvens e as ondas fazem: preenche, dá ritmo e marca a estação, a passagem da primavera para o verão.

No Brasil, a peônia ganhou uma terceira leitura, que vem da floricultura. A planta precisa de inverno frio para florescer e quase não se dá no nosso clima, então a flor que se vê por aqui costuma chegar importada, cara e por poucos dias, e virou sinônimo de buquê de noiva e de festa caprichada. Para muita gente, tatuar uma peônia é guardar esse luxo de uma vez por todas: o buquê de um casamento, a flor que a mãe sempre quis ter no jardim e nunca conseguiu. O nome é grego e vem de Péon, o médico dos deuses, que segundo o mito virou flor para escapar da inveja do seu mestre, Asclépio, e a raiz da planta passou séculos nas boticas europeias antes de a flor chegar aos jardins.

A série abaixo reúne trinta e quatro peônias, e o neotradicional é o estilo que mais aparece, com dez delas: contorno grosso, cor saturada e pétalas desenhadas como se fossem de esmalte. A aquarela vem em seguida, com cinco, e há quatro de traço fino, quatro em estilo oriental e duas de irezumi, além de uma biomecânica, uma tribal e uma de patchwork. Vinte e três levam cor e onze ficam no preto, e isso diz algo sobre a flor: é das poucas que quase sempre se pedem coloridas, porque o rosa e o vermelho fazem parte do que a torna reconhecível de longe.

De onde vem o desenho

A peônia que os pintores chineses consagraram é a arbórea, um arbusto de flor enorme que a corte da dinastia Tang, entre os séculos VII e X, cultivou com paixão de colecionador. Uma lenda muito contada diz que a imperatriz Wu Zetian mandou todas as flores abrirem num dia de inverno, e só a peônia desobedeceu, por isso foi banida da capital para Luoyang, a cidade que até hoje faz festa para ela todo ano. A planta chegou ao Japão por volta do século VIII, primeiro como remédio, e entrou na tatuagem com as gravuras do período Edo, quando os heróis do Suikoden estampados por Kuniyoshi, nos anos 1820, fizeram do corpo inteiro tatuado um ideal. Ao Ocidente ela veio pelo estilo oriental, e não pelo flash de marinheiro: Sailor Jerry trocou cartas com mestres japoneses, e Ed Hardy foi aprender com Horihide no Japão em 1973. É por isso que a peônia ocidental já chega desenhada grande, em camadas e com fundo.

Como escolher a sua

  • Dê espaço às camadas. A peônia se reconhece pelas pétalas sobrepostas que formam uma bola frouxa, e abaixo de uns oito centímetros elas se fundem num redemoinho que pode ser qualquer flor. Se o lugar escolhido é menor que isso, troque a flor aberta pelo botão fechado, uma esfera com duas ou três sépalas, que se lê bem mesmo pequeno e ainda guarda o jeito da planta.
  • Escolha a escola antes da cor. A peônia oriental tem contorno firme, borda de pétala estilizada e pede fundo de vento, água ou nuvem; a neotradicional tem contorno grosso, volume de ilustração e costuma vir emoldurada por folhas; a botânica é sombreada sem contorno e parece prancha de herbário. As três convivem de modo diferente com as tatuagens vizinhas e envelhecem de jeitos distintos, por isso essa decisão vem primeiro.
  • Pense no seu tom de pele ao escolher o rosa. Tons pastel somem cedo numa pele que pega muito sol e perdem contraste em pele morena ou negra; magenta, vermelho e um rosa mais fechado seguram melhor, e o preto e cinza segura mais ainda, porque a profundidade vem da sombra, e não do pigmento. Numa peça grande que você quer ler daqui a vinte anos, essa conta pesa mais do que a cor da flor de verdade.
  • Use as folhas. A folha da peônia é recortada em lóbulos fundos, nada parecida com a da rosa, e é ela que desfaz a dúvida quando a flor é vista a dois metros. Duas ou três folhas bem desenhadas fazem mais pela identificação do que mais uma fileira de pétalas.

Tamanho, preço e parte do corpo

Que tamanho tem e quanto custa

Uma peônia sozinha, de dez a quinze centímetros, leva de duas a quatro horas em preto e cinza e perto do dobro em cor cheia, porque cada camada de pétala recebe o próprio degradê. Com botão, folhas e fundo oriental, a peça passa a ser cobrada por sessão, e num braço fechado ela entra como parte do projeto, e não como item avulso. O que encarece não é o contorno, é o volume das pétalas.

Onde fica bem e quanto dói

Ombro, parte de fora do braço, lateral da coxa e costela dão à flor o tamanho e a superfície que as camadas pedem, e o alto das costas recebe composições com duas ou três peônias. No antebraço, ela cabe na face interna ou na externa com oito a doze centímetros, de preferência com o caule ou uma folha acompanhando o comprimento do membro, e fica melhor acima do pulso do que em cima dele. Pulso, tornozelo e atrás da orelha são pequenos demais para a flor aberta. Coxa e braço são tranquilos; a costela está entre os pontos mais doloridos.

O que perguntar ao seu tatuador

  • Se a peônia vai ser oriental, neotradicional ou botânica, e como ela conversa com as tatuagens que você já tem por perto.
  • Como vai manter as camadas de pétala separadas quando a tinta se espalhar, e se o tamanho combinado aguenta isso.
  • Se a flor fecha a peça ou abre uma composição maior, porque um braço fechado futuro muda o enquadramento de agora.

Os preços mudam muito de cidade para cidade e de tatuador para tatuador; leia estes valores como duração de sessão, não como orçamento, e conte com um valor mínimo de estúdio em qualquer peça pequena.

Perguntas frequentes

O que significa a flor de peônia na tatuagem?

Fortuna, honra e coragem tranquila, na leitura chinesa e japonesa de onde a tatuagem vem: é a flor da riqueza e da nobreza, e não uma flor de romance. No Brasil soma-se a leitura da flor importada dos buquês de noiva, e muita gente a usa para lembrar um casamento ou alguém da família.

Por que a peônia aparece com o leão no estilo oriental?

Porque os dois são reis, um das flores e outro dos bichos, e juntos dobram a ideia de força e de prosperidade. A explicação popular japonesa acrescenta que o orvalho da peônia mata o único inimigo do leão, um verme do próprio corpo, e por isso ele descansa entre elas. Numa peça oriental, a dupla está entre as combinações mais tradicionais que existem.

Qual a diferença entre rosa e peônia numa tatuagem?

A rosa nasce de um miolo em espiral, mais fechado, e costuma vir com caule e espinhos; a peônia é uma bola de pétalas soltas e sobrepostas, quase sempre desenhada só como cabeça, com folhas recortadas. Dá para usar as duas juntas, e muita gente faz isso, mas peça diferença de tamanho e de cor entre elas, para não parecerem duas versões da mesma flor.

Tatuagem de peônia feminina ou masculina: o desenho muda?

A flor é a mesma; o que muda é a escala e a moldura que cada pessoa quer. Uma peônia de traço fino na clavícula e uma peônia oriental com ondas e vento dentro de um braço fechado são dois extremos do mesmo assunto. Escolha pelo espaço disponível e pelas tatuagens vizinhas, não por uma ideia do que combina com quem.

Peônia no antebraço: que tamanho fica bom?

De oito a doze centímetros de flor, com uma folha ou um caule descendo em direção ao cotovelo ou ao pulso para alongar a peça. Abaixo disso, prefira o botão. Na face interna, a pele é mais lisa e as camadas se leem melhor; na externa, a flor fica mais à mostra e aceita bem uma moldura de folhas.

Como saber se a peônia fica bem no meu ombro?

Tire uma foto do ombro de lado e coloque um dos desenhos abaixo por cima no simulador do InkCraft. Teste dois tamanhos: se as pétalas já se embolam na tela, a pele vai pedir uma flor maior ou o botão no lugar dela.

Veja na sua pele antes de decidir

O InkCraft coloca qualquer um destes desenhos sobre uma foto sua, ajustado e envolvido na parte do corpo que você escolher, para você julgar antes que seja permanente.

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